quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O dinheiro altera aquilo que consideramos ser justo

Sempre se ouve por aí que poder e dinheiro alteram o caráter das pessoas.  Da minha parte, penso que seja porque ambos proporcionam ao indivíduo a possibilidade de atuar mais decisivamente na realidade que o cerca e por conta disso muitos excessos podem ser cometidos.

Mas esse não é o único caso de alteração proporcionada pelo dinheiro, conforme demonstra o texto a seguir.
Teoria do valor
Está pensando em premiar o seu departamento de vendas por um trabalho bem feito? Então é melhor esquecer o dinheiro. Um estudo publicado no jornal Psychological Science, mostra que, quando se trata da distribuição de recursos, brindes e prêmios, a ideia das pessoas sobre o que é justo se altera, dependendo do que está sendo distribuído.

Se o que está sendo oferecido é algo que tem seu próprio valor intrínseco - como alimentos ou dias de férias - as pessoas são mais propensas a ver a distribuição igualitária - todos ganham itens similares - como sendo justa. Mas se é algo que só é valioso quando é trocado por algo útil - como dinheiro, ou pontos no cartão de crédito - as ideias de justiça mudam para uma atitude mais baseada no mercado.

Nesse caso, o pensamento que prevalece é o de que as pessoas devem receber montantes de acordo com o que cada um contribuiu para o trabalho conjunto.

"O que exatamente há com o dinheiro que leva as pessoas a tratá-lo de modo tão diferente dos outros recursos?" pergunta Sanford DeVoe, um professor de comportamento organizacional na Universidade de Toronto, no Canadá, que fez a pesquisa em conjunto com Sheena Iyengar, da Universidade de Colúmbia.

"Nosso estudo mostra que é a propriedade do dinheiro de ser um meio de troca," diz o pesquisador.
"Quando você aloca algo que somente tem valor quando trocado por alguma outra coisa, é aí que está o que ativa uma mentalidade de mercado e realmente invoca essas rígidas normas sobre o quanto cada um contribuiu e quanto do prêmio merece," completa ele.

Os resultados têm implicações também sobre como as empresas podem lidar com situações negativas.
Uma empresa que quer cortar custos, por exemplo, deve considerar que um corte linear de salários de todos os empregados pode potencialmente levar à quebra no senso de justiça e na confiança que os empregados depositam na administração, ao sentirem que nem todos deviam pagar a mesma quantia por algo para o qual eles não contribuíram igualmente.

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