quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Série Especial - INOVA (27): Bloqueio a redes sociais pode causar evasão de profissionais

Mais uma vez posto aqui informações relevantes sobre o uso de redes sociais em todos os ambientes, sejam domésticos, acadêmicos ou profissionais, pois os benefícios de tal prática devem estar à frente dos achismos e preconceitos de gestores e demais detentores de poder.

INOVA apresenta as consequências da proibição do uso de redes sociais. Se você é gestor, leia com atenção pois os prejuízos que se avizinham vão acabar caindo no seu colo, no seu currículo, na sua carreira etc e tal...
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Bloqueio a redes sociais pode causar evasão de profissionais
De acordo com pesquisa, a existência de uma Geração StandBy nas empresas, para a qual não existe uma separação entre vida pessoal e profissional, levaria 21% dos profissionais a trocar de emprego caso fossem impedidos de acessar redes sociais.

A maioria dos profissionais valoriza a confiança e a permissão para usar a internet no trabalho mais até do que o salário. Pelo menos, é o que aponta uma pesquisa conduzida com 1,6 mil gestores e funcionários de empresas nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Austrália, durantes os meses de janeiro e fevereiro.

Entre os entrevistados, 21% dizem que trocariam de emprego se a empresa em que trabalham bloqueasse o acesso às redes sociais ou ao e-mail pessoal. Esse novo comportamento, de acordo com o relatório, faz surgir a 'Geração Standby’. Tratam-se de profissionais que não conseguem fazer essa separação entre a vida profissional e pessoal.

As característica dessa 'Geração Standby' ficam mais evidentes entre pessoas de 25 a 34 anos. Neste grupo, 57% dos ouvidos pelo estudo confirmam que realizam tarefas pessoais, como acessar as redes sociais e fazer compras online, durante o trabalho. Além disso, 66% de todos os profissionais dizem que utilizam o tempo de almoço ou as horas depois do expediente para acessar a Internet com objetivos pessoais.

O relatório, encomendado pela fornecedora de software para segurança Clearswift, aponta ainda que para 79% dos entrevistados a questão mais valorizada hoje - acima inclusive de cargos e salários - é ter a confiança do chefe direto para gerenciar o próprio tempo e isso inclui usar a internet durante o expediente.
Adicionalmente, 62% dos funcionários sentem que deveriam ter acesso a redes sociais durante o trabalho por razões pessoais – esse índice cai para 51% entre os gestores.

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Well... agora é com vocês!

CONTAGEM REGRESSIVA: QUATRO!

Série Especial - O Mundo do Futuro, hoje (22) Células solares e os novos paradigmas


Célula solar de fibra óptica pode aposentar painéis solares
Quando se fala em energia solar, a primeira imagem que surge é a de um painel solar azulado instalado sobre os telhados das casas e edifícios. Mas essa imagem poderá não ser mais corresponder à realidade no futuro, graças a uma pesquisa realizada no Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos.
Os cientistas criaram um novo tipo de sistema fotovoltaico tridimensional que poderá ficar embutido em qualquer ponto da casa ou edifício, utilizando fibras ópticas para coletar a luz do Sol.

Partindo de fibras ópticas comuns, do tipo usado em telecomunicações, os pesquisadores criaram nanoestruturas de óxido de zinco em sua superfície, formando uma camada extremamente fina, sobre a qual foram aplicados corantes fotoquímicos utilizados nas células solares orgânicas, conhecidas como DSC (Dye-sensitized Solar Cells).

"Usando esta tecnologia, nós podemos fazer geradores fotovoltaicos que são dobráveis, carregáveis e que podem ser disfarçados nas construções," explica Zhong Lin Wang, um dos criadores das células solares 3-D. Esta mesma pesquisa já havia dado origem a um novo sistema de geração de eletricidade capaz de produzir energia a partir dos movimentos do corpo humano.

Na célula solar tridimensional, a fibra óptica capta a luz do Sol e a conduz até o local onde as nanoestruturas podem convertê-la em eletricidade. Desta forma, o gerador fotovoltaico propriamente dito não precisa ficar exposto ao Sol.
As células solares orgânicas (DSC) usam um sistema fotoquímico para gerar eletricidade. Elas são flexíveis e baratas de se fabricar, mas possuem uma eficiência bastante inferior à das células fotovoltaicas de silício.
A equipe do Dr. Wang demonstrou que a utilização das nanoestruturas irregulares de óxido de zinco aumenta enormemente a área disponível para que os corantes fotoquímicos convertam a luz em energia, eliminando a desvantagem da baixa eficiência das células DSC.
A fibra óptica utilizada é inicialmente descascada, expondo o seu núcleo de cristal, sobre o qual é aplicada uma cobertura condutora. Sobre esta superfície são cultivados minúsculos pilares de óxido de zinco, deixando a fibra óptica parecida com uma escova de limpeza. Os nanofios são finalmente recobertos com o material fotoquímico, o verdadeiro responsável pela conversão da luz solar em eletricidade.
Os fótons que entram pela fibra óptica passam através dos nanofios e atingem as moléculas do corante. Os elétrons gerados - a energia elétrica - são captados por um eletrólito líquido colocado entre os pilares de óxido de zinco.
O resultado é um sistema híbrido que pode ser até seis vezes mais eficiente do que as células de óxido de zinco planares com a mesma área superficial. "Em cada reflexão no interior da fibra, a luz tem a oportunidade de interagir com as nanoestruturas que estão recobertas com as moléculas de corante," explica o Dr. Wang. "Com múltiplas reflexões da luz no interior da fibra, e múltiplas reflexões no interior das nanoestruturas, aumenta muito a chance de que o fóton interaja com as moléculas fotoquímicas, aumentando a eficiência da célula."

Os pesquisadores fabricaram protótipos da célula solar com fibra óptica de até 20 centímetros de comprimento, que apresentaram uma eficiência de 3,3%. Eles afirmam que é possível alcançar de 7 a 8% de eficiência apenas com o aprimoramento da deposição das nanoestruturas. E a eficiência aumenta também conforme o tamanho da fibra.
No próximo passo da pesquisa serão adicionados novos incrementos, como um método melhor de captar as cargas elétricas, substituindo o eletrólito líquido, e a aplicação de uma superfície de óxido de titânio, que poderá ampliar ainda mais a eficiência da célula solar 3-D.
Novo processo produtivo cria células solares por um quarto do preço
Energia solar é tudo de bom, dizem em coro cientistas, ambientalistas e especialistas em energia. Mas ela é cara, respondem os consumidores. De fato, as placas fotovoltaicas têm um custo elevado. E mesmo em termos globais, levando em conta toda a matriz energética, elas são caras - são necessários dois anos de operação de um painel solar para que ele produza a energia gasta em sua fabricação.
Como baratear a energia solarBaratear a energia solar é um objetivo que pode ser alcançado por duas vias: aprimoramentos tecnológicos nas células solares, que as tornem mais eficientes pelo mesmo custo, ou aprimoramentos nos processos de fabricação, que as tornem mais baratas mesmo mantendo o nível atual de eficiência.
A primeira via é um processo contínuo, que temos acompanhado dia-a-dia em nossas notícias sobre energia solar. A segunda é mais rara, porque envolve indústrias já instaladas - um eventual novo processo produtivo poderia representar nada menos do que a necessidade de construção de novas fábricas. E adeus economia de custos.
Mas agora, pesquisadores europeus acharam uma nova solução para atuar no processo produtivo e torná-lo mais simples e mais barato. As primeiras projeções mostram que pode ser possível fabricar as mesmas células solares fotovoltaicas vendidas no comércio a um custo que é apenas um quarto do atual. Ou seja, seria possível recuperar toda a energia gasta na fabricação do painel solar em apenas seis meses.
As células solares fotovoltaicas são semicondutores, construídos com a mesma tecnologia usada para a fabricação dos processadores de computador, utilizando materiais ultra puros - e caros. Os cientistas agora descobriram uma forma de fabricar essa matéria-prima - cristais de silício conhecidos como silício grau solar - de forma mais simples. Ainda que o cristal resultante não seja puro o suficiente para a fabricação de um microprocessador, ele é mais do que suficiente para fazer uma excelente célula solar.
"Nós começamos com o silício metálico, que contém cerca de 1% de impurezas, totalmente inadequado para ser usado na fabricação de células solares. Nós conseguimos, de um lado, reduzir as impurezas no silício metálico e, de outro, retirar as impurezas que já estão na matéria-prima, utilizando tratamento térmico," explica a Dra. Marisa Di Sabatino, coordenadora de um enorme grupo de pesquisadores, de várias instituições, que se agregaram em torno do projeto Foxy.
Partindo de uma matéria-prima totalmente bruta - chamada silício grau metalúrgico, usado para fazer ligas metálicas - os pesquisadores tiveram que desenvolver um novo sistema de fundição e um novo forno capazes de remover os traços de carbono no silício. O novo processo, que é muito menos intensivo em energia do que o processo tradicional, utiliza carbono puro, que contamina o silício muito menos do que o carvão ou o coque.
Foi criada também uma nova técnica de passivação - um processo de tratamento térmico de alta temperatura que protege a superfície das células solares, tornando-as mais eficientes e mais resistentes às intensas variações de temperatura a que estarão sujeitas.
E, já que estavam reinventando tudo, os cientistas perceberam que também poderiam melhorar a montagem das células solares nos painéis. Hoje elas têm os seus pólos positivo e negativo unidos horizontalmente. Aos conectá-los verticalmente, os pesquisadores ganharam espaço no painel, permitindo a deposição de mais células solares e criando um painel solar que produzirá mais energia por área, além de diminuir o índice de falhas no processo produtivo.
Os cientistas do projeto Foxy já fabricaram os primeiros painéis solares em escala real, utilizando integralmente o novo processo. Os resultados foram encorajadores - os painéis são mais robustos e tão eficientes quanto os disponíveis atualmente."Só que serão muito mais baratos quando forem fabricados em escala industrial," acentua a Dra. Marisa.Segundo ela, ainda há espaço para melhorias.
As pastilhas de silício geradas com o novo processo têm espessura de 180 a 200 micrômetros, mas os estudos indicam que eles podem ter a metade dessa espessura sem qualquer perda de eficiência. A economia de metade da cara matéria-prima poderá resultar em painéis solares ainda mais baratos.
A tecnologia foi patenteada e já conta com oito parceiros da indústria que se candidataram para uma nova fase do projeto, quando a tecnologia será preparada para passar da fase piloto para a fase industrial.
Célula solar de nanotubo de carbono aproxima-se da eficiência máxima
Pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, demonstraram o princípio de funcionamento de um novo tipo de célula solar que substitui o silício por nanotubos de carbono. Em teoria, estas células solares de nanotubos poderão ser mais eficientes do que as células solares atuais, podendo superar não apenas as células solares orgânicas - que possuem carbono em sua composição em moléculas que não são nanotubos - mas também as células solares tradicionais à base de silício.

Os cientistas construíram um fotodiodo, um tipo extremamente simples de célula solar que converte a luz em eletricidade de forma extremamente eficiente graças à excepcional condutividade elétrica do nanotubo de carbono e à forma como ele conduz os elétrons.
O nanotubo de carbono utilizado é do tipo de parede única, o que significa que ele é basicamente uma folha de grafeno enrolada, constituindo um tubo cujas paredes são formadas por uma única camada de átomos de carbono.
O nanotubo, com a dimensão aproximada de uma molécula de DNA, foi preso entre dois contatos elétricos e posto próximo a duas portas elétricas, uma com carga positiva e outra com carga negativa.

Dirigindo feixes de raios laser de diversas cores ao longo do nanotubo, os cientistas descobriram que altos níveis de incidência de fótons têm um efeito multiplicador sobre a quantidade de eletricidade que é produzida pelo fotodiodo.
Como o nanotubo é muito estreito, ele praticamente força os elétrons a andarem em fila indiana. Nessa situação, os elétrons atingem um estado denominado "excitado", o que lhes permite gerar novos elétrons a partir dos fótons da luz incidente que seriam desperdiçados em uma célula solar convencional. Isto faz com que a célula solar de nanotubo de carbono funcione em um regime praticamente ideal, convertendo quase toda a radiação da luz em eletricidade.
A elevada taxa de conversão significa que a nova célula solar não perde quase nenhuma energia na forma de calor, eliminando o problema do superaquecimento. Contudo, o próprio experimento foi feito em uma temperatura extremamente baixa.

Embora o novo dispositivo tenha sido demonstrado, construi-lo em grandes quantidades esbarrará nas mesmas dificuldades encontradas em várias outras pesquisas nas quais os nanotubos de carbono são promissores. Como são muito pequenos, ainda não existe tecnologia capaz de permitir sua fabricação em série de forma controlada. A montagem das células solares, que exigirá a manipulação de nanotubos individuais, é outro desafio a ser vencido.
Estas dificuldades, contudo, não tiram o mérito da pesquisa, que demonstrou um fenômeno novo que, ao ser explorado por novas pesquisas, poderá levar a novos melhoramentos e, eventualmente, a um tipo de célula solar mais eficiente e que possa ser fabricada em larga escala.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Série Especial - INOVA (26): Tecnologia para trazer filmes 3-D para internet está pronta

Quando fui assistir ao filme Avatar no cinema, em projeção 3D, passei a integrar a legião de espectadores que cruzou uma linha de conceituação de qualidade de entretenimento a qual nunca mais será cruzada em sentido oposto. Ou seja, queremos mais e mais qualidade!

INOVA nos traz hoje a informação de que a internet já pode ser um veículo para a transmissão dessas maravilhas, em áreas que vão além do entretenimento puro.

Tecnologia para trazer filmes 3-D para internet está pronta
Filmes como Avatar, Alice no País das Maravilhas e Toy Story já têm seu lugar garantido nas salas de cinemas e, mais recentemente, nas salas domésticas, graças aos televisores 3-D.
Mas o que falta para que a tecnologia de vídeo 3-D chegue à internet e aos computadores?
Falta uma forma eficiente de transmissão.

O problema é a taxa de transmissão de dados exigida pelos filmes tridimensionais. Os filmes em 3-D exigem um maior velocidade de transmissão do que os filmes 2-D porque pelo menos duas imagens são necessárias para a representação espacial de cada cena - uma tela 3-D tem sempre de mostrar duas imagens, uma para o olho esquerdo e outra para o olho direito.

A solução, garantem pesquisadores do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, pode estar no formato MVC (Multiview Video Coding). Segundo eles, o MVC pode fazer pela transmissão de vídeos 3-D o que o formato H.264/AVC fez para os filmes HD.

O maior benefício do formato MVC é a redução da taxa de dados usada no canal de transmissão, mantendo a mesma qualidade de alta definição. "O MVC compacta as duas imagens necessárias para o efeito estereoscópico 3-D, de forma que a taxa de bits dos filmes é reduzida significativamente," explica o Dr. Thomas Schierl, membro da equipe que está desenvolvendo o MVC.

Com o MVC, os filmes 3-D ficam até 40 por cento menores. O formato poderá ser usado tanto para transmissões pela internet quanto por qualquer outro meio, incluindo a transmissão tradicional pelo ar (broadcast).

"As TVs 3-D estão limitadas a reproduzir os filmes em 3-D a partir de discos Blu-Ray. O próximo passo será trazer o 3-D por meio de transmissões normais, ou através de canais de IPTV funcionando via DSL ou cabo," diz Schierl.

Segundo o pesquisador, no futuro será possível desfrutar dos filmes em 3 dimensões sem precisar dos óculos 3-D. Isso porque o formato MVC tem as características técnicas para codificar e comprimir várias visões da cena.

Quando várias pessoas sentam-se no sofá para assistir um filme, cada uma tem um ângulo diferente de visão. Por isso, cada uma precisa ter uma visão independente - "o seu próprio filme 3-D". O formato MVC comprime todos estes pontos de vista em um arquivo compacto ou em uma stream. Um receptor adequado poderá então decodificar essa informação e repassá-la para a televisão.

Segundo Schierl, a tecnologia é compatível com as TVs atuais, uma vez que o primeiro quadro a ser transmitido corresponde à visão de uma TV normal, que não será capaz de enxergar os outros quadros e os descartará.

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Ok, agora pensem na utilização dessa tecnologia também para navegação em mundos virtuais. Pensou? Com imersão 3D sem a necessidade de óculos, maior vai ser a percepção de realidade, de interação do ambiente pelo usuário. Pescou? Agora transforma isso num ambiente educacional lúdico... entendeu onde eu quero chegar? Pois é, em breve vou estar lá... e você?

CONTAGEM REGRESSIVA: CINCO!

Planeta Digital




Planeta Digital: Preservação dos dados digitais deve ser prioridade pública

Garantir que as valiosas informações digitais, que são geradas continuamente, estejam acessíveis não apenas hoje, mas também para as gerações futuras, é um dos desafios mais urgentes da chamada Era da Informação.

E, para lidar com esse desafio, são necessárias soluções não apenas técnicas, mas principalmente econômicas e sociais. Estas são algumas das conclusões de um relatório intitulado Economia Sustentável para um Planeta Digital, elaborado pelo consórcio Blue Ribbon Task Force, um fórum de especialistas patrocinado pela Fundação Nacional de Ciências e por diversas outras instituições de pesquisas dos Estados Unidos e da Inglaterra.

O Relatório condensa o resultado de dois anos de pesquisas sobre os desafios críticos para a preservação de uma quantidade crescente de informações em um mundo que já se tornou digital.
"O Dilúvio dos Dados está acontecendo hoje. Garantir que as nossas mais valiosas informações estejam disponíveis hoje e amanhã não é apenas uma questão de encontrar financiamento suficiente," afirma o pesquisador Fran Berman, coautor do relatório.

"Estamos falando sobre a criação de uma 'economia dos dados', na qual quem cuida, quem vai pagar a conta, e quem faz o trabalho de preservação estejam trabalhando de forma coordenada," diz ele.
O desafio para a preservação das informações digitais - texto, vídeo, imagens, música, dados de sensores etc. - geradas em todas as áreas da nossa sociedade - é real e cresce a um ritmo exponencial. Um estudo recente realizado pela International Data Corporation (IDC) descobriu que um total de 3.892.179.868.480.350.000.000 (aproximadamente 3,9 trilhões de vezes um trilhão) bits de informação digital novos foram criados em 2008.

No futuro, o universo digital deverá dobrar de tamanho a cada 18 meses, de acordo com o relatório da IDC - uma espécie de Lei de Moore dos dados digitais.

Embora muitos bits já tenham sido usados para falar sobre a questão da preservação dos dados digitais como um desafio técnico, o novo relatório concentra-se no aspecto econômico, ou seja, como se pode financiar a preservação a longo prazo dos dados digitais.
O relatório apresenta os princípios gerais e as ações de longo prazo para a sustentabilidade econômica da tarefa, recomendações para situações específicas analisadas no relatório e uma agenda de ações prioritárias, organizada de acordo com o tipo de tomador de decisão mais adequado para levar a ação adiante. Além disso, o relatório pretende servir como base para estudos mais aprofundados na área.

O relatório centra-se em quatro cenários distintos para os quais há interesse público na preservação das informações digitais a longo prazo: a produção acadêmica, dados de pesquisas, conteúdos culturais de propriedade privada (como filmes e música digital), e conteúdos da Web produzidos coletivamente, como blogs.
"Informações digitais valiosas abarcam o espectro total, de documentos oficiais até alguns vídeos do YouTube. Nenhum modelo econômico será viável para todos, mas todos eles exigem modelos economicamente viáveis," afirma Berman.
O relatório classifica a economia da preservação digital em três "condições necessárias", conforme as necessidades das partes interessadas: o reconhecimento do valor dos dados e a seleção dos materiais a serem preservados; o fornecimento de incentivos para que os detentores preservem seus dados ou repassem a tarefa de preservação para outros; e a articulação dos papéis e das responsabilidades entre os envolvidos no processo de preservação.
O relatório alinha essas condições com o princípio econômico básico de oferta e demanda, advertindo que, sem uma demanda bem articulada para o acesso às informações digitais preservadas não haverá oferta de serviços de preservação.
O relatório completo, em inglês, pode ser baixado no endereço http://brtf.sdsc.edu/biblio/BRTF_Final_Report.pdf.
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São informações de tirar o fôlego, pois não?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Série Especial - Brasil, o País do Presente (48): Vasos sanitários a vácuo geram economia de água de 30%


Quem pensa em termos de inovação tem que ser capaz de entender de que existem oportunidades e necessidades em todas as áreas e o texto abaixo é um ótimo exemplo disso.

Vasos sanitários a vácuo geram economia de água de 30%
O arquiteto Anabi Resende Filho, da USP, quatro sistemas de esgotamento sanitário, visando a racionalização do uso da água e verificou as vantagens e as desvantagens econômicas de cada um deles. Os vasos sanitários tradicionais consomem entre 6,8 e 12 litros de água por acionamento, dependendo do modelo.

Já o sistema de esgotamento sanitário a vácuo, utilizado em aeronaves e plataformas de petróleo, consome cerca de 1,2 litro de água a cada acionamento, gerando uma economia na conta de água de cerca de 30%. Sua utilização também produz menos esgoto, sendo ambiental e socialmente mais correta, por reduzir custos nas estações de tratamento de esgotos.

"O sistema a vácuo é o mais econômico entre os sistemas analisados, no geral. Ele é mais indicado em edifícios de perfil vertical de elevação e/ou de grande afluxo de pessoas (aeroportos, shoppings, etc.) e é o único que reduz o uso de água limpa", avalia Resende.

O pesquisador conta que o sistema a vácuo funciona com uma tubulação com pressão menor que a do ambiente externo (do vaso sanitário). "No momento do acionamento da descarga, o ar do meio externo invade a tubulação a fim de igualar as pressões dos dois ambientes", explica Resende.

Essa diferença de pressão gera uma entrada de 80 litros de ar para dentro da tubulação a uma velocidade acima de 600 quilômetros por hora (km/h), carregando os dejetos. O 1,2 litro de água é usado apenas para a limpeza do vaso.

Além do sistema a vácuo, o pesquisador analisou o sistema gravitacional (o tradicionalmente utilizado no Brasil), o sistema de reúso de água e o de aproveitamento de águas pluviais. Os dois últimos exigem duplicação da tubulação do edifício, por usarem, respectivamente, águas servidas (já usadas) e águas de chuva captadas pelo telhado das edificações (por isso mais aplicável em edifícios de perfil horizontal de elevação).

Segundo Rezende, a descarga dos vasos sanitários tradicionais consome entre 6,8 e 12 litros de água a cada acionamento. Isso representa, em média, 38% do consumo total de água de uma residência ou de um edifício comercial.

O pesquisador realizou também um estudo de caso no edifício-sede da Secretaria de Orçamento Federal (SOF), em Brasília, onde foi realizada a troca do sistema de esgotamento tradicional pelo sistema a vácuo em janeiro de 2008. Após a implantação, houve uma redução na conta de água de 31,27% e um aumento no consumo de energia elétrica de 2,7% (pelo uso da bomba de ar para produzir vácuo na tubulação).

A economia foi de aproximadamente R$4.000,00 por mês, para atender cerca de 220 usuários. Na conta de luz não houve acréscimo financeiro, devido ao tipo de tarifa contratado.

Dentre as desvantagens do uso do sistema a vácuo está a geração de ruídos operacionais altos, afetando a privacidade do usuário, podendo até mesmo contribuir para distúrbios auditivos. Isto ocorre pelo fato de alguns sistemas existentes no mercado ultrapassarem, em muito, o nível de decibéis recomendados pela Organização Mundial de Saúde.

Outra desvantagem é o preço, não sendo viável sua instalação em residências, no momento. Na SOF, o custo de instalação foi de cerca de R$380 mil para 65 vasos sanitários. "O sistema a vácuo é tanto mais econômico quanto maior for o consumo de água em descargas sanitárias de vasos e mictórios", esclarece Resende.

Nos últimos anos, a Petrobras tem sido a maior compradora brasileira desses sistemas, para uso em suas plataformas, que não podem ter reservatórios de água para uso sanitário. Mas sua utilização deve ser considerada em outros casos, principalmente na Região Metropolitana de São Paulo, onde há riscos de falta de água num futuro próximo e se despeja muito esgoto nos rios.

"Os problemas de São Paulo podem acelerar a difusão do sistema a vácuo no Brasil, inclusive sua gradativa nacionalização, já que ele é totalmente importado, principalmente dos países nórdicos", destaca o pesquisador.

A pesquisa foi realizada na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP.

domingo, 3 de outubro de 2010

Série Especial - INOVA (24): Princípios de Design para TV interativa


Já é fato largamente conhecido que a Tv Digital Interativa trará mudanças profundas na maneira como entendemos o entretenimento doméstico. Mais do que isso, ela trará impactos para a Educação em diferentes níveis, inclusive na versão continuada das empresas. Logo, é algo que devemos observar com muita atenção e cuidado, pois impactará bastante em nossas vidas.

INOVA apresenta um texto sobre como deve ser o design de interfaces para essa "nova mídia".


Interatividade: Princípios para o Design de Interfaces para a TV Digital Interativa
Quando se discute ou se produz interfaces gráficas específicas para conteúdos ou programas interativos para a TV Digital, alguns cuidados devem ser tomados. Afinal, a televisão e computador são aparelhos distintos, tanto em questões técnicas, como culturais e comportamentais.

No entanto, os estudos voltados a esse novo estado da televisão são recentes. E o pesquisador grego Konstantinos Chorianopoulos é um dos mais ativos sobre o tema, propondo inclusive alguns princípios de design para as interfaces gráficas televisivas, a partir de estudos etnográficos sobre a mídia.

Interação oportunista:
A interatividade não deve ser imposta ao usuário, mas sim opcional e ao mesmo tempo convidativa. O acesso e a intensidade a ela devem ser ativados a partir de uma escolha do telespectador.

Descontração na navegação e seleção de conteúdo:
Os conteúdos que permitem uma interação devem ser dispostos de maneira a proporcionar uma ação relaxada, próxima de um momento de passividade, qualidade intrínseca a cultura televisiva. Diferente do computador, o acesso não deve ser tratado como uma atividade que exige concentração maior como uma busca, mas sim como uma atividade exploratória e lúdica.

Agendamento e flexibilidade de programação de conteúdo:
As interfaces podem explorar principalmente aqueles conteúdos ou programas que não exigem um apelo de transmissão ao vivo ou que não estão disseminados no hábito diário do espectador. Podem-se criar oportunidades e soluções que permitam o acesso a audiovisuais gravados a partir de uma agendamento prévio ou disponibilizados automaticamente pelos canais fora do fluxo linear principal.

Isso permite uma flexibilidade na grade de programação de acordo com as diferenças de hábitos de cada indivíduo. As interfaces do sistema TiVo, nos Estados Unidos, e a Sky HDTV (antigo Sky +) são exemplos desse princípio.

Estímulo ao ato de assistir em grupos:
Diferente do computador que oferece geralmente um uso solitário (pelo menos do ambiente físico local onde se concentra o aparelho), a televisão historicamente e culturalmente permite uma visualização grupal, geralmente entre os membros da família ou amigos.

Em alguns casos, os programas transmitidos se estendem em discussões entre os membros. Essa situação de mídia coletiva ou social deve ser considerada na construção das interfaces para televisão, não só localmente, mas também através das possibilidades de dispositivos remotos síncronos.

Múltiplos níveis de atenção:
Acompanhando o ambiente de descontração e relaxamento que a televisão fornece, as interfaces não podem exigir do espectador uma concentração acentuada nas atividades interativas. Devem, portanto, oferecer uma organização informacional que permitam níveis diferenciados de atenção, principalmente aqueles que não exijam uma exclusividade em torno do aparelho televisivo.

Gramática e estética televisivas:
A linguagem das vinhetas e dos videografismos dinâmicos, além de outros elementos do repertório da televisão analógica devem ser considerados também no ambiente digitalizado. Aconselha-se evitar com isso metáforas e elementos gráficos essencialmente computacionais.

Conteúdo com contribuição do usuário:
Nesse novo quadro da digitalização, o espectador ou usuário da mídia televisiva tem a possibilidade de participar de modo mais efetivo e direto na produção e contribuição de textos, imagens e sons para programas já existentes ou mesmo para criação de novas modalidades de conteúdo.

Através de interfaces específicas, pode-se permitir a realização de comentários, compartilhamento de ideias, entre outros.

Comunicação de conteúdo enriquecido:
Assim como já foi apontado em princípios anteriores, como o estímulo ao ato de assistir em grupos e a contribuição do usuário em conteúdos, o espectador gosta de compartilhar suas experiências na televisão com outras pessoas, seja localmente ou através de outras formas de interação como a internet.

Assim as interfaces na televisão digital interativa devem abrir espaço para comunicação entre grupos distantes, seja ela síncrona ou assíncrona, isto é, em tempo real ou através de mensagens ou comentários como em e-mails.

O brasileiro Walter Cybis, autor do livro "Ergonomia e Usabilidade: Conhecimentos, Métodos e Aplicações", também vêm dedicando parte de suas pesquisas destinadas a ergonomia e usabilidade ao tema da TV Digita Interativa. Ele também fez alguns apontamentos que vão de encontro as ideias de Chorianopoulos, bem como trouxe algumas novas como:

Compatibilidade com as expectativas dos telespectadores:
As interfaces devem trabalhar de acordo com a pertinência dos anseios dos espectadores, concordando com princípios supracitados. Além disso, os conteúdos devem ser mostrar sedutores, atraentes e agradáveis, para o estímulo a interação.

Simplicidade e condução:
As interfaces devem empregar metáforas familiares ao repertório dos telespectadores para identificação das ações e comandos, tornando a interação o menos complicada possível.

Consistência:
Um sistema de identidade visual, que inclui definições tipográficas, cromáticas e gráficas, se mostra fundamental como principal elemento que confere consistência de um programa ou aplicação em televisão digital interativa.

Nitidez das apresentações:
As interfaces devem estar de acordo com as normas e padrões técnicos estabelecidos pela digitalização da televisão, como formato de tela (16:9), resoluções de vídeo e ajustes de cores.

Legibilidade:
Para promover essa nitidez anteriormente mencionada, os elementos dispostos devem se mostrar legíveis, principalmente os textos que precisam ser relativamente curtos e fontes com espaçamentos e tamanhos especiais.

Carga de trabalho limitada:
Devido a postura passiva do espectador e das limitações do controle remoto, as interfaces devem se atentar a uma navegação simplificada e curta, assim como ser eliminada a medida que o espectador desejar.

Esses princípios descritos por esses autores revelam acima de tudo uma preocupação com uma interface que se adeque ao comportamento e cultura televisiva, bem como os dispositivos físicos disponíveis como o controle remoto que permitem a interação. Sem esses cuidados a efetividade desses programas e aplicações interativas tendem a ser menores.

CONTAGEM REGRESSIVA: SETE!

Série Especial - It's Music! (20): Hino Nacional Brasileiro

Já que hoje é dia de eleições e o processo é esse desastre que alguns de nós reconhecem, resolvi postar essa performance da Vanusa, que ilustra bem o que é o eleitor brasileiro, de um modo geral...


sábado, 2 de outubro de 2010

Série Especial - INOVA (23): 5 dicas importantes de Social Media Marketing para o Facebook


Fazer parte das mídias sociais é importantíssimo para os profissionais de hoje e muito mais para os "profissionais do futuro". O impacto e as transformações que vem ocorrendo com a adesão em massa desses serviços está mudando até a maneira como as instituições se posicionam diante de seus consumidores. E para os designers, esse ambiente é extremamente propício não só para a realização de seus trabalhos como também para a geração de inovações.
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INOVA apresenta hoje algumas dicas que podem ser valiosas se bem utilizadas.
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5 dicas importantes de Social Media Marketing para o Facebook
O Facebook agora tem streaming e geolocalização. Em uma semana de atualizações importantes o Facebook, provou o porquê de ser a maior rede social do planeta.
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O streaming é uma parceria com a Livestream; o FacebookLive incorpora o dispositivo Live Feed, que permite ver o que os demais usuários postam em tempo real.
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Já o Facebook Place, similar ao Foursquare, permite que os usuários façam check-ins. São mais opções para os usuários da rede social, que ainda tem um mercado bastante grande para conquistar no Brasil.
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As novidades são interessantes, mas ainda acredito muito no foco e no posicionamento estratégico que cada mídia social deva ter. Na minha opinião, o Foursquare continuará com seu domínio em geolocalização, e o UStream e o JustinTV continuarão como as grandes mídias focadas em streaming.
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Gostaria de aproveitar este post para dar 5 dicas importantes de Social Media Marketing no Facebook:
#1 – Publicidade no Facebook
Similar ao Adwords, as empresas podem anunciar no Facebook. Com um alto poder de alcance e possibilidades de segmentação, o sistema funciona por leilão e os anúncios são exibidos no lado direito do site.
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#2 – Integre seu site com o Facebook via plug-ins sociais
Fazer com que o usuário tenha a possibilidade de “curtir” no seu site é uma ferramenta de integração importante. O Facebook vai além e possibilita o Facebook Box.
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#3 Conheça o site Its trending – Trends Topics do Facebook
Esse site publica as notícias e links mais populares do Facebook de maneira integrada à rede social. Dentre seu conteúdo, o mais compartilhado, o mais acessado, o mais falado do momento dentre vídeos, games e noticias.
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#4 – Integre o Twitter ao Facebook
Para integrar o Twitter, ingresse em sua conta do Facebook, clique na barra de buscas (search) e digite a seguir a palavra Twitter. Clique na barra APPLICATIONS, selecione a opção TWITTER.
Na tela seguinte, clique no botão GO TO APPLICATION. A tela seguinte pede que você entre no Twitter, para que o plugin possa ser configurado. Clique no botão ALLOW e a seguir faça o login em sua conta Twitter.
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Você já pode acessar o Twitter via Facebook, e todas as atualizações suas e de seus contatos serão mostradas. Você também pode fazer com que seu status do Facebook seja mostrado no Twitter, clicando o botão ALLOW TWITTER UPDATE YOUR FACEBOOK STATUS.
#5 – Crie uma página para seu negócio
Criando uma página em torno de um determinado tema e postando conteúdo relevante para o seu público-alvo, sua empresa vai criar um grupo de usuários para curtir sua página.
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Isso servirá como um local central para reunir pessoas e participar de conversas em torno de sua marca. Você pode postar fotos, tópicos de discussão, vídeos e links, bem como facilitar o envio de notícias e atualizações para os membros do sua página.Clique aqui para saber mais.
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CONTAGEM REGRESSIVA: OITO!

Série Especial - Birinight Oil (22): SP vai distribuir escafandros a fumantes



SP vai distribuir escafandros a fumantes
O governo de São Paulo vai distribuir escafandros para os fumantes. A medida pretende atender aos que insistem em fumar em locais públicos apesar da proibição. Os escafandros serão gratuitos e estarão à disposição em hospitais, onde os fumantes poderão aproveitar para fazer um raio x do pulmão.

"O escafandro representa um custo, mas ao mesmo tempo uma economia. Vamos deixar de gastar muito dinheiro para tratar a saúde dos fumantes passivos.", disse o governador José Serra.

Com o escafandro, o fumante poderá ir ao cinema, ao teatro e até mesmo ao seu escritório e fumar normalmente mesmo cercado de pessoas. Toda a fumaça fica dentro da parte superior, na cabeça, e não é despejada nos ambientes. Quem já está usando, em testes, aprova e dá sugestões. "É uma maravilha. Seria legal que tivéssemos um limpador de para-brisas, para os dias de chuva", disse Renato Amarante, um dos voluntários.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Série Especial - INOVA (21): Evento discute futuro da universidade


Queridos leitores,

Estamos chegando na reta final e hoje começamos a contagem regressiva. Se vocês estão na universidade, o assunto é muito pertinente pelo momento atual e de breve futuro que se desenha. Se ainda vai entrar, será um possível usuário dessa maravilha e se por acaso já deixou o ambiente acadêmico talvez se sinta estimulado a retornar.

INOVA apresenta para vocês, a universidade do futuro ou o futuro da universidade!

Evento discute futuro da universidade
Programas de cooperação com outros países serão mais frequentes. Boa parte dos cursos será oferecida a distância. Alunos de graduação terão formação cada vez mais interdisciplinar.

Essas são algumas das tendências que deverão formar o perfil da universidade na década de 2020, segundo Julio Cezar Durigan, vice-reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que coordenou o 1º Ciclo de Debates "A universidade pública brasileira no decorrer do próximo decênio" , realizado no campus da Barra Funda, na capital paulista.

"O evento foi extremamente produtivo e cumpriu o objetivo de trazer visões de especialistas de outras instituições para contribuir com o debate", disse Durigan, que preside a Comissão Permanente de Gestão do Plano de Desenvolvimento Institucional da Unesp.

Uma das tendências mais lembradas no encontro foi a crescente interdisciplinaridade. Almeida Filho falou sobre a experiência da Universidade de Bolonha, na Itália, na qual os graduandos têm uma formação genérica nos três primeiros anos e escolhem uma carreira específica, fazendo um curso de mais dois anos.

"Na primeira fase, o estudante já obtém o diploma de graduação, e, após os dois anos de especialização, sai com o título de mestrado", disse Durigan. No entanto, segundo ele, há vários obstáculos para que esse modelo seja adotado no Brasil, como, por exemplo, a falta de reconhecimento desse tipo de pós-graduação pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Os problemas também são de ordem prática. "Se um estudante de engenharia, por exemplo, quiser cursar disciplinas em ciências sociais, ele terá dificuldades. Por isso, precisamos facilitar o acesso dos alunos a outras áreas", afirmou.

O intercâmbio com instituições de outros países foi outro ponto abordado no evento e tido como fundamental para o desenvolvimento da pesquisa brasileira e para o aumento de sua visibilidade no mundo. Um importante obstáculo nesse caso é o idioma.

"Enviamos muitos alunos para intercâmbios em Portugal e na Espanha, por exemplo, mas isso não ocorre com a mesma intensidade com a Alemanha, China e Coreia do Sul", disse Durigan, destacando que há muitos pesquisadores de outros países que desejam trabalhar com brasileiros.
Para contornar o problema, a Unesp está diversificando os cursos de línguas que são disponibilizados aos alunos, como o curso de mandarim, ensinado em cinco unidades da universidade.

As universidades paulistas também investem no aprofundamento de intercâmbios com instituições para a dupla titulação, em que o aluno faz parte de seu curso no Brasil e parte no exterior e, na conclusão, obtém um diploma reconhecido pelos dois países.

A universidade da próxima década também terá forte infraestrutura de tecnologias da informação e da comunicação (TIC), segundo os presentes no debate, uma vez que boa parte de sua função educacional deverá ser cumprida a distância.

O ensino a distância é capaz de atender mais pessoas e apresentar qualidade igual ou até superior à modalidade presencial, de acordo com o vice-reitor da Unesp. As TIC também serão uma ferramenta importante nas aulas presenciais. Os docentes deverão manter sites a fim de fornecer os conteúdos que serão abordados em sala de aula.

"Estudos mostram que o aproveitamento do estudante está muito relacionado à disponibilização de material antes da aula, para que ele possa se preparar para o encontro com o professor", disse Durigan.

Outra previsão é que as novas tecnologias deverão proporcionar mais tempo para o docente se dedicar aos trabalhos de pesquisa e de extensão. Já os serviços de extensão das universidades estarão cada vez mais relacionados com projetos de inovação.

A informática será ferramenta fundamental também na gestão das universidades. "Por estar espalhada por todo o Estado de São Paulo, a Unesp, por exemplo, tem uma logística complexa. Temos que contornar essa questão com a ampliação das ferramentas de comunicação e informação", disse Durigan.

A criação de planos de desenvolvimento institucionais foi apontada como alternativa para o problema da falta de continuidade de projetos nas universidades. Durigan explica que a existência do Plano de Desenvolvimento Institucional da Unesp impede gestões personalistas em que programas iniciados em outras gestões são abandonados ou descontinuados por novas administrações.

"Pretendemos agora organizar outros debates e visitar as unidades da Unesp para que cada uma desenvolva o seu plano", disse Durigan.

Participaram dos debates os professores Olgária Matos, da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Luiz Antonio Constant Rodrigues da Cunha, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Gerhard Malnic (USP), Naomar Monteiro de Almeida Filho, reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Hélio Nogueira da Cruz (USP) e Marco Aurélio Nogueira (Unesp). Abriram a sessão o reitor da Unesp, Herman Jacobus Cornelis Voorwald, e o secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo, Carlos Vogt.

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Bem, vamos respirar fundo, manter a mente aberta e lúcida (e lúdica também!) e nos preparar para esse salto. Eu já espero por isso há muito tempo...

CONTAGEM REGRESSIVA: DEZ!

Série Especial - Brasil, o País do Presente (47): Cientistas brasileiros criam curativo de cana-de-açúcar


Para encerrar este mês de comemorações, no qual publiquei uma notícia desta série especial todos os dias, vamos mostrar que além de tantas inovações na área de biocombustíveis e tecnologia, temos mais uma na área de saúde que mais parece coisa de ficção científica!


Cientistas brasileiros criam curativo de cana-de-açúcar
Um dos mais abundantes resíduos da indústria sucroalcooleira, o bagaço de cana-de-açúcar, poderá ter uma destinação nobre graças a uma pesquisa desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP).

A equipe, coordenada pelo professor Adalberto Pessoa Júnior, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, desenvolveu uma fibra que poderá se tornar um tecido que, com o acréscimo de enzimas e fármacos, tem potencial para ser utilizado como curativo com múltiplas aplicações.

A pesquisa surgiu a partir da iniciativa da professora Silgia Aparecida da Costa. "O objetivo foi aproveitar dois importantes resíduos, o bagaço da cana e a quitosana, substância extraída da carapaça de crustáceos e que tem propriedades farmacológicas", disse ela.

A quitosana é obtida a partir da quitina, um polissacarídeo formador do esqueleto externo de crustáceos como siris e caranguejos, e tem propriedades fungicida, bactericida, cicatrizante e antialérgica. O trabalho uniu as áreas de farmacêutica e de engenharia de tecidos e depositou patente do processo de fabricação da fibra com potenciais farmacêuticos.

O primeiro desafio foi extrair a fibra da cana-de-açúcar, trabalho feito por Sirlene Maria da Costa. Durante seu doutorado, Sirlene havia desenvolvido um papel corrugado, utilizado no interior de embalagens de papelão, feito da celulose do bagaço da cana. "Por ter uma fibra curta, nosso maior receio era que a cana produzisse uma fibra de má qualidade para a fabricação de tecidos", disse Sirlene.

No entanto, em testes efetuados no Laboratório de Têxteis e Confecções do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o tecido derivado do bagaço apresentou um grau de polimerização quatro vezes maior que o da viscose, o que significa maior resistência.

Os bons resultados da fibra extraída do bagaço tornaram desnecessária a sua mistura com outros tipos de celulose, uma alternativa que os pesquisadores previam caso a qualidade do material oriundo da cana não correspondesse aos padrões exigidos.

A fibra obtida pela equipe da USP ainda conta com características que a tornam adequada para a confecção de roupas. "Ela é agradável ao toque e bastante confortável, sendo um tipo de liocel", disse a professora Silgia referindo-se ao nome comercial da fibra oriunda da polpa da madeira.

Para ser utilizada como curativo foi preciso analisar se não haviam vestígios dos reagentes utilizados no processo de obtenção da celulose. "Constatamos que 99% do reagente é recuperado após o processo, portanto a fibra não agride a saúde", afirmou.

Obtida a fibra, o passo seguinte foi agregar enzimas e fármacos. Além da quitosana, a professora Silgia realizou ensaios para imobilizar quatro outras substâncias às fibras de cana: os fármacos comerciais anfotericina B e sulfadiazina e as enzimas bromelina e lisozima, a primeira obtida do talo do abacaxi e a segunda da clara de ovo.

A equipe foi bem-sucedida também nessa etapa e os testes realizados posteriormente em células mostraram que o tecido curativo da cana não apresentava efeitos tóxicos. "O produto se mostrou tecnicamente viável. A avaliação econômica caberá à iniciativa privada, caso alguma empresa se interesse em licenciar o processo", disse Pessoa, que considera o material útil para tratamento de queimaduras, por exemplo.

Um grupo de pesquisa da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP entrou em contato com Pessoa a fim de desenvolver um curativo em parceria para ser utilizado na mucosa bucal. "O local é de difícil aderência, por isso, vamos testar a fibra para verificar se ela adere no interior da boca", explicou o professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas.

A professora Silgia, por sua vez, pretende agora iniciar uma pesquisa para incorporar citronela a tecidos de algodão. A substância extraída do capim-limão é eficiente para repelir insetos. "Roupas com citronela seriam úteis para afastar insetos como o mosquito da dengue", destacou.

O grande desafio do trabalho, segundo ela, é fazer com que a substância permaneça na roupa mesmo após sucessivas lavagens e que não seja absorvida pela pele.
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Bem, meus queridos leitores, com essa postagem retomamos a programação normal de uma postagem semanal da série, ao menos por enquanto. A repercussão dessa enxurrada de notícias está me estimulando a retomar o padrão em breve, mas primeiro tenho outra surpresa na fila...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Série Especial - Brasil, o País do Presente (46): Esalq cria destilador de água a energia solar





Mais uma aplicação super útil da energia solar, que tanto abunda nesse país e tão pouco é utilizada.
Esalq cria destilador de água a energia solar
Os destiladores convencionais, usados em laboratórios de análises químicas, chegam a consumir até 48 litros de água para se obter 1 litro com índice satisfatório de pureza.

Buscando encontrar alternativas para o gasto excessivo, tanto de água como de energia elétrica, o professor Marcos Yassuo Kamogawa, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, desenvolveu um destilador que produz água de alta pureza com baixo custo de produção e é ambientalmente correto.

"O produto proposto emprega como fonte de aquecimento a radiação solar que produz a vaporização da água sendo posteriormente condensada em um sistema resfriado a gás", conta o professor Kamogawa. Nos sistemas convencionais, para a produção de 1 metro cúbico (m³) de água destilada o custo estimado é de R$ 280,00 (energia elétrica e água).

Com o equipamento montado pela equipe do professor Kamogawa, estima-se que esse custo possa ser até 20 vezes mais baixo. O protótipo é capaz de destilar até 3,3 litros de água ao dia e atende à demanda na área de Química da Esalq.

O equipamento, que foi montado em laboratório, é um protótipo construído com peças de aquecedor solar doméstico, com a diferença que, no reservatório de água quente, foi inserido um anteparo de resfriamento para que se capture a água condensada e destilada para uso no laboratório.

"Todo esse processo é feito sem qualquer emprego de energia elétrica, apenas a partir de radiação solar. Assim economiza-se energia e água, uma vez que não há uma fonte de resfriamento onde se perde água corrente e toda a água colocada no reservatório é assim reaproveitada", relata Kamogawa.

Sobre o potencial produtivo, o resultado ainda é relativamente baixo, já que no sistema convencional, em cinco horas de trabalho produz-se até 30 litros de água em média, enquanto o protótipo é capaz de destilar até 3,3 litros de água ao dia, mas ainda assim o equipamento atende a demanda na área de Química da Esalq.

"O potencial de produção ainda é baixo, mas já atende nosso consumo, necessitando apenas que se estoque essa água diariamente", comenta o professor. O projeto agora tem continuidade na busca para melhorar o desempenho na produção de água e, ao mesmo tempo, utilizar o equipamento como alternativa de dessalinização e para tratamento de resíduos do próprio laboratório.

"Uma análise química qualquer pode produzir um resultante com até 80% de água, por exemplo, e, em vez de enviar esse resíduo para aterro ou incineração, queremos tratar esse composto de modo a reutilizar a água, diminuindo os custos com o descarte e qualificando ações de responsabilidade ambiental dentro do campus."

Ainda em processo de aprimoramento, Kamogawa reforça a viabilidade econômica do projeto. Segundo o professor, o destilador solar pode ser oferecido a inúmeros segmentos da cadeia produtiva, podendo inicialmente substituir os equipamentos de purificação de água em laboratórios de análises químicas, clínicas e biológicas.

"Há potencialidade de transferência dessa ferramenta para o setor produtivo, se pensarmos que o sistema de produção de aquecimento solar residencial já é algo estabelecido no mercado, sendo apenas necessário investir em um reservatório adequado para cada setor, mas ainda há de se ressaltar que o benefício ambiental proporcionado pelo destilador solar é o ponto forte do projeto", finaliza o professor.

Série Especial - INOVA (20): TV digital e internet serão convergentes e complementares no Brasil


Aqui no Brasil, as coisas nunca andam na velocidade que deveriam, para atender às necessidades e anseios da população. O texto a seguir aponta para uma situação que nós, designers, deveremos nos posicionar adequadamente para tirar o maior proveito possível, visto que o motion design se avoluma constantemente e em caráter irreversível.

INOVA apresenta a interação entre duas mídias e suas consequências vindouras.

TV digital e internet serão convergentes e complementares no Brasil
O assessor especial da Presidência da República para a área de políticas públicas em Comunicação, André Barbosa, disse que a TV digital não concorrerá com a internet no Brasil, ao contrário do que está ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos.

Segundo ele, no Brasil essas tecnologias serão convergentes e complementares. "O Brasil adotou uma posição diferente da que vem sendo praticada em países europeus e nos Estados Unidos, que é a de dar fim à comunicação aberta e de estimular as TVs pagas", disse Barbosa à Agência Brasil.

"Eles vêm, ainda que aos poucos, caminhando no sentido de pôr fim à comunicação aberta e gratuita. E acreditam que, no futuro, internet e televisão se fundirão até se tornarem a mesma coisa. Nós não pensamos assim," prosseguiu.

"Broadcasting [TV] e banda larga [internet] não são a mesma coisa. Uma coisa é você fazer uma conexão que parte de um ponto específico e vai para todos os demais pontos. Outra coisa é você conectar um ponto a outro. Essas tecnologias podem até assimilar recursos uma da outra, mas não têm como se tornarem a mesma coisa, até porque a internet não vai substituir a produção audiovisual das TVs, que tem por base o cinema," prevê Barbosa.

Ele disse ainda que a tecnologia nova não vai substituir a antiga porque elas podem ser convergentes e complementares. "Ao ser integrada à banda larga [na forma como o padrão adotado pelo Brasil], as TVs digitais passarão a ser também uma ferramenta de inclusão digital bastante eficiente por já estarem presentes em diversos lares".

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Bem, bem, bem... vamos ao trabalho?

Série Especial - O Mundo do Futuro, hoje (21): Olho biônico com retina artificial está pronto para ser implantado



Quando essa inovação ganhar o mundo, penso que o degrau para a criação de uma lente de contato que sirva como monitor ótico estará conquistado.

Olho biônico com retina artificial está pronto para ser implantado
Pesquisadores australianos apresentaram o protótipo de um olho biônico que está pronto para ser implantado no primeiro paciente humano. A prótese ocular foi projetada para dar melhor qualidade de vida a pacientes com perda visual decorrente da retinite pigmentosa e da degeneração macular.

O olho biônico, que até agora se encontrava em testes, consiste de uma câmera super miniaturizada e de um microchip implantado na retina do paciente. A câmera, montada na estrutura de um par de óculos, capta a entrada visual, transformando-a em sinais elétricos que são enviados para o microchip.

O microchip, por sua vez, estimula diretamente os neurônios da retina que continuam saudáveis, apesar da enfermidade. O implante permite que os pacientes ganhem uma visão em baixa resolução, devido ao pequeno número de células sadias da retina, e limitada pela quantidade de eletrodos da retina artificial.

"Nós vislumbramos que este implante de retina dará aos pacientes uma maior mobilidade e independência, e que as futuras versões do implante acabarão por permitir que os usuários reconheçam rostos e leiam letras grandes," diz o professor Anthony Burkitt, membro da equipe responsável pela fabricação do olho biônico.

O objetivo dos pesquisadores é passar de algumas manchas de claridade pouco definidas para uma visão biônica verdadeira dentro de cinco anos. Até lá, eles planejam contar com uma retina artificial implantada na parte posterior do olho, recebendo os sinais captados pelas câmeras por meio de conexões sem fios.

O olho biônico está sendo fabricado por uma empresa emergente criada pelos próprios pesquisadores, a Bionic Vision Australia, reunindo médicos, oftalmologistas, neurocientistas, engenheiros biomédicos e engenheiros eletricistas das universidades de Melbourne, Nova Gales do Sul e do Centro de Pesquisas dos Olhos, todos na Austrália.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Série Especial - Brasil, o País do Presente (45): Genoma do vírus da raiva é sequenciado por brasileiros



E simbora com mais e mais maravilhas criadas por brasileiros, nessa nossa jornada diária com um mês de duração, para esfregar na cara da mídia tradicional, que só empurra desgraça goela abaixo de vocês, povo brasileiro!
Genoma do vírus da raiva é sequenciado por brasileiros
O Brasil tem conseguido controlar há mais de uma década a raiva urbana, que é transmitida principalmente pelo contato com cães. Mas, apesar de controlada, variantes do vírus continuam circulando por meio de animais silvestres, particularmente uma transmitida por morcegos que se alimentam de sangue (hematófagos).
Pesquisadores brasileiros agora deram um passo importante no estudo do problema ao concluir o sequenciamento completo do genoma dessa variante mantida pela espécie Desmodus rotundus.
De acordo com Silvana Regina Favoretto, pesquisadora científica do Instituto Pasteur e Coordenadora do Núcleo de Pesquisas em Raiva da Universidade de São Paulo (ICB-USP), que orientou o estudo, o sequenciamento abre caminho para novos trabalhos científicos. "O sequenciamento possibilitará identificar uma série de informações novas em estudos evolutivos e marcadores geográficos e moleculares. Também poderá ajudar a compreender por que outros hospedeiros - como humanos, animais silvestres e até morcegos com hábitos diferentes dos hematófagos - são tão vulneráveis a essa variante", disse.

Segundo Silvana, das quase 1,2 mil espécies de morcegos, somente três - Desmodus rotundus, Diphylla eucaudata e Diaemus yungii - são hematófagos. "Os morcegos Desmodus rotundus são os mais bem adaptados à invasão do homem ao seu habitat. A variante do vírus da raiva mantida por esse morcego é a mais importante do ponto de vista econômico e de saúde pública, ao atingir animais de criação (rebanhos) e também humanos", explicou.
Essa variante pertence ao gênero Lyssavirus e é encontrada em uma região que compreende do meio norte do México até o norte da Argentina - com exceção da Cordilheira dos Andes. Os estudos genéticos são uma excelente alternativa para compreender por que outros hospedeiros são tão vulneráveis a essa variante genética distinta do vírus e por que, até hoje, não foi observada uma variante diferente em Desmodus rotundus.
"Há pouco mais de 15 anos só conseguíamos saber se alguém tinha raiva ou não. Todas as variantes do vírus já circulavam entre nós, mas, como não sabíamos o tipo atribuíamos normalmente à variante mantida por populações de cães", disse Silvana.
O sequenciamento poderá ajudar a identificar como o vírus evolui e se mantém circulante com tanto sucesso. "Outras regiões genéticas são observadas, mutações podem ser encontradas e, talvez, possam explicar o que essa variante viral tem de diferente quando comparada a outras, como as mantidas por canídeos, por primatas não humanos, como saguis, ou ainda por outros morcegos não hematófagos", disse.
A sequência completa da variante do vírus da raiva será depositada em breve no banco do National Center for Biotechnology Information (NCBI).

Uma das dificuldades para se realizar o sequenciamento foi o tipo de material genético. Diferentemente de alguns vírus, o da raiva é do tipo RNA, mais suscetível a mutações.
"Os vírus de DNA são bastante estáveis à temperatura e possuem mecanismo de correção, ao contrário dos vírus de RNA, que são altamente instáveis. Quando a enzima erra ao copiar o genoma, ocorrem mutações", explicou Angélica Cristine de Almeida Campos, coautora da pesquisa.
Segundo ela, para os vírus de RNA é preciso realizar uma reação que facilite a manipulação da molécula no laboratório, chamada de síntese de DNA complementar (cDNA). "Fazemos um molde do vírus, que é de RNA na forma de DNA para que, em seguida, ele possa ser amplificado de maneira que a quantidade de material genético seja muito aumentada, possibilitando fazer o sequenciamento genético", disse.
Existem enzimas que já realizam essa síntese, mas são muito caras e utilizadas geralmente para fragmentos pequenos. Mas, ao desenvolver e padronizar a nova técnica, foi possível a obtenção do cDNA viral completo de uma única vez e fazer a análise em um único fragmento, com a mesma enzima utilizada rotineiramente para os fragmentos pequenos.
"Pelo método tradicional, teríamos de realizar a síntese de cDNA pelo menos cinco vezes. Com a nova técnica desenvolvida, analisamos a mesma quantidade de material de uma vez só, com economia de tempo e dinheiro. É a primeira vez que esse procedimento é descrito para o vírus da raiva", afirmou Angélica.
Esse resultado da pesquisa, que envolve a técnica de amplificação do genoma da variante sequenciada, foi encaminhado para publicação internacional. "Estamos escrevendo outros artigos sobre achados da pesquisa", disse Silvana. Ao cruzar informações disponíveis em banco de dados, foram feitas análises filogenéticas. "Quando comparamos os sítios antigênicos [regiões que estimulam o sistema de defesa e são importantes para o desenvolvimento das vacinas] da variante do vírus da raiva do morcego hematófago, percebemos que havia diferenças em relação aos sítios antigênicos da variante do vírus mantida por cães", explicou.
"Essas diferenças entre as variantes mantida por cães e por Desmodus rotundus são substituições de aminoácidos. Esse é um dos achados da tese", contou Silvana. Segundo a pesquisadora, as células do sistema imunológico reconhecem o corpo estranho, que é o antígeno (vírus), e o organismo começa a produzir anticorpos.
Silvana explica que o vírus é neurotrópico, ou seja, apresenta uma atração para se multiplicar no sistema nervoso do hospedeiro e não aparece no sangue de pacientes (viremia). O vírus é transmitido pela saliva de qualquer animal doente, incluindo humanos. Por isso, o cão é um hospedeiro eficiente devido ao hábito de morder.
"Quando chega ao sistema nervoso central ele se multiplica e estabelece a doença até matar o indivíduo. É uma doença letal, mas, se o indivíduo tomar a vacina rapidamente, dá tempo de o organismo produzir os anticorpos para neutralizar o vírus antes que ele chegue ao sistema nervoso central", disse.

Segundo Silvana, não se pode encarar o morcego hematófago como vilão ou responsável pela raiva, porque esse animal também sofre com a doença. "O problema é que invadimos o habitat dele e causamos desequilíbrios ecológicos", disse, destacando que eliminá-los por completo não é uma saída prudente.
No Brasil, assim como em outros países onde ocorre a raiva transmitida por esses morcegos, o Ministério da Agricultura padronizou e regulamentou o uso de uma pasta vampiricida de efeito anticoagulante que provoca a morte de morcegos hematófagos, com a finalidade de controlar em número as populações. "Mas esses morcegos, assim como outras espécies, têm um papel ecológico importante", afirmou Angélica.
Manter os animais domésticos vacinados é muito importante, segundo Silvana. Pessoas que são atacadas por animais, silvestres ou não, devem procurar o serviço de saúde para ser orientado quanto à necessidade de vacinação. "Isso é uma falha muito grande na educação em saúde. Muita gente poderia não ter morrido se fizesse isso", disse ao destacar o dia 28 de setembro Dia Mundial da Raiva.

Série Especial - INOVA (19): 3 temas que movimentaram a web em 2009


Que a Internet está a todo vapor (vapor? Que coisa mais demodé!) ninguém duvida. Mas às vezes surge aquela dúvida sobre quais inovações conquistaram maior adesão do público. Para sanar esse questionamento, INOVA apresenta hoje os 3 temas que mais movimentaram a web no ano de 2009.

A tecnologia é um dos serviços mais preciosos do ser humano. Procurando encurtar distâncias, aproximar cidadãos e permitir que as pessoas se comuniquem em qualquer instante e de qualquer lugar. Trata-se, antes de mais nada, de um mecanismo antigo que busca auxiliar a atividade humana.
Em 2009, a história não foi diferente. O crescimento vertiginoso do uso da internet e a possibilidade de viver em rede trouxeram novidades e reformulações que envolvem o comportamento humano. Durante o ano, recriou-se um novo formato de pesquisa na web, ampliou-se a possibilidade de lazer entre amigos e transcendeu a maneira de visualizar uma informação.

Abaixo, três temas que chamaram a atenção em 2009:

Busca em tempo real
A necessidade de adaptar-se às plataformas sociais participativas de mensagens instantâneas promoveu o retorno da discussão do que se considera como uma nova alternativa de pesquisa na internet: a busca em tempo real. Em 2004, isso já acontecia com o Technorati, a maior rede de blogs do mundo.

Mas o alarde em torno de nichos sociais como o Twitter resgatou o recurso. A possibilidade de mapear ações pessoais dentro de uma rede de mensagens de 140 caracteres eclodiu a necessidade de outros mecanismos criarem seu artifício de indexar conteúdo em tempo real.

Em agosto, o Facebook adotou a mesma estratégia. Um mês depois, foi a vez do Bing, buscador da Microsoft. Em dezembro, o Google disponibilizou o Google Real Time, sistema de busca que capta, agora, respostas presentes em redes sociais.

Em tão pouco tempo, quatro das marcas mais influentes na web adaptaram em 2009 discursos para garantir sobrevivência. O lema do que se considera busca em tempo real segue o mesmo, mas foi valorizado. Mudam-se apenas as ferramentas.


Jogos Sociais
Os jogos sociais, que reúnem grupos de participantes, vêm avançando dentro das redes. Presente em redes sociais de grande participação, os aplicativos ampliam a função de interação entre usuários por meio de mensagens. Em 2009, os social games podem ser traduzidos em um único registro: Farmville.

Com o princípio de criar e administrar uma fazenda virtual no Facebook, Farmville foi criado em junho do ano passado e, em tão pouco tempo, já possui números que assustam. Até o momento de fechamento desta matéria, já tinhamos mais de 70 milhões de pessoas cadastradas no aplicativo. No Brasil, o social game mais conhecido é o Buddy Poke, no Orkut, com cerca de 40 milhões de usuários.


Visualização de Conteúdo
O modo como o internauta visualiza uma informação também ganhou uma nova conotação em 2009. A MTV norte-americana tornou-se a primeira emissora a usar ao vivo um recurso que permite assistir a vídeos em que você tenha a possibilidade de movimentar a câmera para todos os lados.

Trata-se do mecanismo semelhante ao Google Street View, serviço integrado ao Google Maps que permite visualizar vários lugares do mundo. A única diferença entre os dois serviços é a movimentação do recurso que captura as imagens.

O vídeo abaixo exemplifica a tecnologia com uma câmera especial com várias lentes. Para dar movimento ao vídeo, clique em cima do player e arraste com o mouse para a direção que quiser.





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E agora, designers? O que podemos fazer usando e/ou integrando esses 3 elementos?

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Série Especial - Brasil, o País do Presente (44): Convênio transformará óleo de fritura em biodiesel


Mais uma alternativa vinda do nordeste, que beneficiará a população local e, de quebra, outros brasileiros pelo país afora!
Convênio transformará óleo de fritura em biodiesel
A Petrobras Biocombustível assinou, em Fortaleza (CE), convênio com a Rede de Catadores de Resíduos Sólidos Recicláveis do Estado do Ceará, em um evento que reuniu cerca de 130 catadores e representantes de instituições parceiras. O objetivo é desenvolver ações em conjunto com associações para a coleta de Óleos e Gorduras Residuais (OGR), em especial, o óleo de fritura, que será destinado à produção de biodiesel na Usina de Quixadá.

Na solenidade de assinatura, o diretor de suprimento agrícola da Petrobras Biocombustível, Janio Rosa, afirmou que o objetivo é estabelecer uma estrutura que permita qualificar a coleta desse óleo, geralmente jogado na natureza, e aproveitá-lo como fonte de matéria-prima para biodiesel, gerando postos de trabalho e agregando valor e renda a uma atividade já realizada pelos catadores. “Iniciamos com 250 pessoas e sete associações. Mas isso é só o começo. Vamos ainda desenvolver parcerias para a difusão de conhecimento e tecnologia, contribuindo com a gestão da entidade por meio de treinamento e ferramentas de gestão”.
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Para a presidente da Rede de Catadores, Maria da Conceição da Silva Souza, “a parceria com a Petrobras Biocombustível vai permitir a realização de um sonho pelo qual estamos batalhando e, o principal, poder caminhar com os próprios pés”, comentou.
O gerente de desenvolvimento agrícola da Petrobras Biocombustível, Paulo Roberto Moreira Dias, destacou a importância das entidades e instituições parceiras para o sucesso da iniciativa que, na solenidade, estavam representadas. São elas: Sebrae, Semam (Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Fortaleza), Coelce (Companhia de Energia Elétrica do Ceará), Cagece (Companhia de Água e Esgoto do Ceará) e Universidade Federal do Ceará, entre outras.
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Sobre o potencial de aproveitamento de OGR, um levantamento feito pelo Grupo de Estudo e Pesquisa em Infraestrutura de Transporte e Logística de Energia, da Universidade Federal do Ceará, mostra que 52 milhões de litros de óleo de cozinha são despejados nos esgotos todo ano. Desta forma, iniciativas como esta podem contribuir para reduzir a poluição da água e do meio ambiente.

A Rede de Catadores do Estado do Ceará desenvolve trabalho com materiais recicláveis, como papelão e ferro, desde 2007. Inicialmente, serão envolvidas neste projeto sete associações que incluem 250 catadores. São elas: Associação Ecológica dos Coletores de Materiais Recicláveis da Serrinha e Adjacências (Acores), Associação Reciclando a Vida, Associação Amigos da Natureza, Raio de Sol, Grupo Dom Lustosa, Grupo da Maravilha e Grupo do Serviluz.
O convênio prevê a implantação, inicialmente, de um módulo de beneficiamento com capacidade para filtrar 30 mil litros/mês do óleo de fritura coletado, garantia de compra deste óleo, acompanhamento na gestão da entidade e treinamento para a coleta do OGR que poderá vir de restaurantes, hotéis, padarias, lanchonetes, bares e residências de Fortaleza e região metropolitana.
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Também faz parte da parceria, a elaboração de material de divulgação com questões relativas à educação ambiental, além de apoio e assessoramento administrativo nas questões de interesse jurídico ou mesmo estatutário. Com isso, a iniciativa reúne produção de energia renovável, geração de renda e agregação de valor, e reaproveitamento do óleo de cozinha.

SEM LIMITES PARA ENSINAR / MOYA - ESCOLA DE AVENTURA

CRIATIVO E INQUIETO (uma combinação muito interessante...) Quando eu me mudei do Rio de Janeiro para Brasília, em 2016 , imaginava ...