Prezados leitores,
O post a seguir poderia ser incluído sob a égide das séries especiais "O Mundo do Futuro, hoje", "Brasil, o país do presente", "Brasil, um país de tolos" ou até mesmo na nossa divertida "Birinight Oil", dada as suas características.
No entanto decidi incluí-la nesta série para que você, que gentilmente vem até aqui para me prestigiar, possa ver como já estão pensando e utilizando os mundos virtuais no Brasil. Eu penso que esse exemplo não é nada bom, visto e existência de possibilidades mais úteis à sociedade, mas deixo a vocês a decisão de como encarar essa situação que se avizinha.
Governo prepara sistema para visita 'virtual' a presos
O governo vai montar um sistema de comunicação para que presos federais falem a distância com suas famílias. Parceria firmada entre o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e a Defensoria Pública da União (DPU) vai permitir, a partir de 28 de maio (hoje), que presidiários tenham os encontros por meio de uma rede segura protegida de possíveis violações.
Com o programa, as autoridades esperam também usar os mesmos aparelhos para difundir o uso de videoconferências em julgamentos, reduzindo os custos com viagens para audiências.
Segundo o Ministério da Justiça, hoje existem 467 presos em quatro penitenciárias federais - Catanduvas (PR), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Mossoró (RN). Deles, 60% não recebem visitas. Como são considerados de "alta periculosidade", acabam enviados para locais distantes dos Estados de origem, o que dificulta os encontros com familiares.
"Os presos têm filhos, estabelecem relações de afetividade com eles. Não é justo deixar que crianças fiquem privadas de ver os pais", comenta o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Airton Michels. "É bom que a sociedade entenda que isso não é um investimento apenas para o preso e para a família dele, é o cumprimento da lei."
(Nota da redação: cumprimento da lei? E desde quando existe uma lei que trate da criação de ambientes virtuais, às expensas da sociedade, para atender a demanda de bandidos?)
A Lei de Execução Penal diz que é direito do preso a visita de cônjuge, companheira, parentes e amigos em dias determinados. O Depen prevê que as visitas virtuais ocorram a cada 15 dias, com inicialmente 30 minutos de duração - o que pode variar, dependendo da demanda.
Os presos deverão escolher os nomes de três pessoas que poderão fazer contato a distância - 50% deles já se cadastraram para participar da iniciativa. Familiares e amigos devem, então, se dirigir às defensorias públicas da União, onde vão agendar data e horário para a conversa. A privacidade não ficará comprometida, garante Michels.
O projeto Visita Virtual e Videoconferência Judicial custará R$ 1,5 milhão. Segundo o diretor do Depen, é um valor "modesto", que deve ser compensado dentro de um ano, devido à economia com os deslocamentos de presos para audiências.
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Muito bem, vamos aos comentários:
Em primeiro lugar, penso que o (des) governo federal deveria investir somas generosas para levar esse conceito de realidade virtual imersiva para as escolas, principalmente nos níveis iniciais, onde a ludicidade sofre um processo de disrupção que impacta o cidadão para o resto da vida, inclusive com consequências que causam muito transtorno na universidade, onde o cidadão chega completamente bloqueado, seja do ponto de vista criativo, emocional e até mesmo de relações sociais.
Em paralelo, deveria investir também, generosamente, na formação de educadores adequados às demandas do século em que nos encontramos e não mais "rabiscadores de giz" e "cuspidores de matéria", que além de não entenderem as necessidades dos alunos ainda reproduzem (por medo, preguiça ou quetais) modelos completamente anacrônicos que não formam cidadãos conscientes, mas bugres assustados apertadores de botões com pouco ou nenhum senso crítico.
Se existe o desejo (legítimo, do meu ponto de vista) de promover a videoconferência para minimizar custos com essa caterva, certamente temos outras opções gratuitas (como o Skype) ou de baixo custo que podem ser utilizadas.
Caso algum dos autores do projeto seja um entusiasta dos ambientes virtuais tridimensionais imersivos, como eu sou, que use o Opensimulator, que é gratuito e funcionará a contento. Sou da opinião que conceder ludicidade a esses estorvos enquanto que se nega às crianças e jovens da nação é um crime de lesa-pátria e lesa-sociedade. Mais uma vez o bandido conquista benesses que são negadas aos cidadãos brasileiros.
Gastar UM MILHÃO E MEIO DE REAIS neste projeto, para beneficiar apenas 467 meliantes significa investir R$ 3.212,00 para que cada preso possa se divertir brincando com avatares. Será que teremos também "visitas íntimas" no ambiente virtual ?
A mim parece mais um desses casos em que o objetivo principal é o butim, a tunga dos recursos da nação (ou seja, dos cidadãos brasileiros) travestido de um objeto de relevância social. Com a palavra, vocês, que espero que engrossem o coro de antagonistas a mais essa "bolsa lambança".
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sexta-feira, 28 de maio de 2010
Série Especial - Brasil, um País de Tolos (04): Tempo perdido com trabalho para sustentar vagabundos!
Hoje, extraordináriamente, farei duas postagens e em ambas expresso minha indignação com a administração (risos) deste país. Esta, pelo menos, nos permite comemorar a partir de amanhã, data na qual o nosso dinheiro - ganho com trabalho e não em patifarias - seja integralmente nosso e não repartido com a escumalha.
Imposto consome 148 dias de trabalho
Em 2010 cada contribuinte brasileiro vai trabalhar 148 dias - ou seja até 28 de maio - apenas para pagar impostos municipais, estaduais e federais. A constatação é de estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que mostra, ainda, que a classe média é a mais atingida pelos impostos.
Dentre os contribuintes com renda mensal entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, a mordida equivale a 42,94% da renda mensal média, equivalente a 157 dias, enquanto para rendas até R$ 3 mil e acima de R$ 10 mil os impostos levam 38,48% (ou 142 dias) e 41,63% (ou 152 dias), respectivamente.
Segundo o estudo, os tributos que incidem sobre patrimônio, renda e consumo de pessoas físicas vão "engolir", em média, 40,54% da renda total de 2010. Trata-se do ano em que a carga tributária mais afeta o bolso do contribuinte em todos os tempos, deixando para trás o porcentual de 2008, quando os impostos equivaleram a 40,51% da renda média do trabalhador, e os mesmos 148 dias de trabalho.
Em 2009, devido às desonerações feitas como medidas de incentivo ao consumo, como a do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis e móveis, a arrecadação caiu e significou 147 dias de trabalho.
Segundo o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, o maior peso sobre a classe média é comum nos regimes tributários da maioria dos países do mundo. "No Brasil que tem renda mais baixa tem isenções de Imposto de Renda, enquanto a taxação sobre consumo é regressiva", explica Amaral. "Isso faz com que a classe média, que consome produtos com alta tributação, fique com a maior fatia", afirma ele, citando o crescente consumo, por parte da classe média, de combustíveis, eletroeletrônicos, produtos ligados às telecomunicações e importados, altamente tributados.
No cenário internacional o Brasil aparece, segundo Amaral, como o dono da maior carga tributária entre emergentes. O País está atrás, em termos absolutos, da Suécia - país com um dos melhores índices de qualidade de vida do mundo e onde o contribuinte trabalha 185 dias para pagar impostos - e com números próximos à França, onde são 149 os dias trabalhados. Os impostos brasileiros são, no entanto, 52% maiores do que os argentinos, onde o contribuinte demora 97 dias para pagar as contas. No México são 92 dias, e no Chile, 91.
A gestão dos recursos arrecadados com impostos deixa a desejar no Brasil. A qualidade dos serviços públicos aqui é bem diferente da Suécia. É preciso melhorar a gestão de setores como a educação.
Daqui a pouco, um novo post com mais treslouquices!
Imposto consome 148 dias de trabalho
Em 2010 cada contribuinte brasileiro vai trabalhar 148 dias - ou seja até 28 de maio - apenas para pagar impostos municipais, estaduais e federais. A constatação é de estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que mostra, ainda, que a classe média é a mais atingida pelos impostos.
Dentre os contribuintes com renda mensal entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, a mordida equivale a 42,94% da renda mensal média, equivalente a 157 dias, enquanto para rendas até R$ 3 mil e acima de R$ 10 mil os impostos levam 38,48% (ou 142 dias) e 41,63% (ou 152 dias), respectivamente.
Segundo o estudo, os tributos que incidem sobre patrimônio, renda e consumo de pessoas físicas vão "engolir", em média, 40,54% da renda total de 2010. Trata-se do ano em que a carga tributária mais afeta o bolso do contribuinte em todos os tempos, deixando para trás o porcentual de 2008, quando os impostos equivaleram a 40,51% da renda média do trabalhador, e os mesmos 148 dias de trabalho.
Em 2009, devido às desonerações feitas como medidas de incentivo ao consumo, como a do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis e móveis, a arrecadação caiu e significou 147 dias de trabalho.
Segundo o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, o maior peso sobre a classe média é comum nos regimes tributários da maioria dos países do mundo. "No Brasil que tem renda mais baixa tem isenções de Imposto de Renda, enquanto a taxação sobre consumo é regressiva", explica Amaral. "Isso faz com que a classe média, que consome produtos com alta tributação, fique com a maior fatia", afirma ele, citando o crescente consumo, por parte da classe média, de combustíveis, eletroeletrônicos, produtos ligados às telecomunicações e importados, altamente tributados.
No cenário internacional o Brasil aparece, segundo Amaral, como o dono da maior carga tributária entre emergentes. O País está atrás, em termos absolutos, da Suécia - país com um dos melhores índices de qualidade de vida do mundo e onde o contribuinte trabalha 185 dias para pagar impostos - e com números próximos à França, onde são 149 os dias trabalhados. Os impostos brasileiros são, no entanto, 52% maiores do que os argentinos, onde o contribuinte demora 97 dias para pagar as contas. No México são 92 dias, e no Chile, 91.
A gestão dos recursos arrecadados com impostos deixa a desejar no Brasil. A qualidade dos serviços públicos aqui é bem diferente da Suécia. É preciso melhorar a gestão de setores como a educação.
Daqui a pouco, um novo post com mais treslouquices!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Série Especial - Brasil, um país de tolos (03): Banda larga???
Eis-me aqui novamente a meter a borduna nas pataquadas do governo, seja ele de que esfera for. Nesse post, finalmente temos a apresentação da "solução" (sic), há muito esperada, sobre o Plano Nacional de Banda Larga, que prevê aumento ao acesso à banda larga no Brasil, principalmente em regiões não contempladas pelas teles, que não tem nenhum interesse no desenvolvimento social da nação, apenas encher as burras de cifrões.
Prá começar, está a farsa da denominação de banda larga para velocidades que são choráveis (risíveis, nesse caso, soa pouco adequado), ou seja, qualquer velocidade acima de 512Kb/s (o oferecido, a princípio, ficará porém abaixo de um mega). E alidada a ela, a promessa de se atingir dois megabits em 2014...
Se considerarmos que no ano passado Portugal atingiu a marca do 1 GIGABIT/s, veremos o quanto a sociedade em geral ainda tem que apanhar para aprender a não eleger calhordas.
O post é longo, mas vale a pena ler para manter a mente informada sobre a lastimável solução adotada.
Banda larga de R$ 15 a R$ 35 será real e refletirá concorrência
A projeção de preços de 15 reais a 35 reais pela mensalidade do acesso rápido à internet, dentro do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) é real e vai refletir a concorrência fomentada entre as operadoras, mas não deve ser o foco principal da iniciativa, avaliam especialistas em telecomunicações.
Para o analista de telecomunicações da IDC Brasil, João Paulo Bruder, a estimativa de preços do governo é real tendo em vista que haverá um equilíbrio maior entre o preço investido pelas operadoras para a oferta do acesso rápido na última milha em relação à receita, já que a Telebrás será responsável pela rede principal.
"Com o governo fazendo backbone e backhaul, muitas cidades passam a ser atrativas para a iniciativa privada", afirma. Segundo o analista, o PNBL agrada as operadoras, mas elas devem estudar como colaborar com o projeto e onde atuar. "Se a operadora não quiser oferecer o acesso em uma determinada região, o governo vai atender o local diretamente, mas deve avaliar a escolha para não se arrepender pelo mercado perdido depois", diz Bruder.
Segundo o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, a questão primordial não é o preço do serviço, mas a qualidade. "O problema do Brasil e do restante do mundo envolve investimentos em infra-estrutura para a alta velocidade", observa o especialista que dá como exemplo um pacote de acesso a 10 Megabits por segundo (Mbps) por 60 reais pela operadora GVT, que tem investido no acesso via fibra óptica.
O presidente do Teleco alerta que a questão sem uma rede de fibra, o Brasil vai se distanciar cada vez mais em relação a países da Europa, bem como Austrália e Estados Unidos, que estão colocando em prática seus planos de inclusão por meio de redes de alta velocidade. "Falta visão de longo prazo para não chegarmos em três anos com uma velocidade de acesso insuficiente para a demanda do usuário", conclui Tude.
PNBL: governo quer levar banda larga a 40 milhões de casas
O governo federal quer elevar de 12 milhões para 40 milhões de domicílios o acesso à banda larga, com serviços que custarão a partir de 15 reais mensais, atingidos mediante incentivos fiscais. Sem esses incentivos, o preço deverá ficar entre 29 e 35 reais - o valor varia em função da cobrança ou não do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Para o governo, a conexão banda larga será aquela com velocidade igual ou superior a 512 Kbps.
Com essas medidas, o governo espera que 35,2 milhões de residências tenham acesso ao serviço de internet rápida. Hoje, pela estimativa oficial, o Brasil conta com 12 milhões de domicílios com acesso, cujos preços, na velocidade de 256 Kbps, variam entre 49 e 96 reais.
(Nota da Redação: na cidade do Rio de Janeiro, um plano de 2Mb/s da Oi-Telemar - empresa campeã de reclamações por péssimos serviços - custa em torno de 40 reais)
O governo anunciou que a estatal Telebrás será a gestora do Programa Nacional de Banda Larga. O aviso foi enviado pela empresa, em forma de nota relevante, à Comissão de Valores Mobiliários. A Telebrás será capitalizada com 3,22 bilhões de reais.
No lançamento do plano, a ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra disse que o objetivo do plano é levar a internet rápida às classes C e D. Para baratear o acesso, o governo planeja oferecer, por meio de abatimento de impostos e outras facilidades, 785 milhões de reais. Deste valor, 11,36 milhões virão do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para pequenas e médias prestadoras de serviço; 770 milhões de reais virão de abatimentos do PIS e Cofins na compra e fornecimento de modems; e 3,75 milhões de reais, da isenção de IPI para equipamentos de telecomunicações com tecnologia nacional.
Uma linha de crédito será disponibilizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiamento e compra de equipamentos de telecomunicações de tecnologia nacional.
O coordenador do Programa de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, afirmou que essa linha de crédito não tem limite, mas que ela deverá chegar a 6,5 bilhões de reais para a compra de equipamentos e a 1 bilhão de reais para financiamento de micro, pequenos e médios prestadores de serviços de telecomunicações e lan houses.
Além disso, 1,75 bilhões do Fundo de Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) serão destinados para pesquisa e desenvolvimento.
Associações querem banda larga como serviço público essencial
Em carta endereçada ao governo federal, instituições sugerem diversas medidas para melhorar projeto de universalização do serviço. As associações querem banda larga como serviço público essencial e em carta endereçada ao governo federal, instituições sugerem diversas medidas para melhorar projeto de universalização do serviço.
Assinado por uma série de organizações, dentre elas a Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ), o Instituto Brasileiro de Defesa ao Consumidor (IDEC), a Associação Brasileira de Defesa ao Consumidor (PROTESTE) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o documento se posiciona a favor do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) - inclusive pela recuperação da Telebrás - por considerá-lo um instrumento importante para disseminar a internet rápida. Mas o texto também serviu para argumentar que o plano é insuficiente.
O principal ponto defendido pelas entidades é que a banda larga seja considerada juridicamente como um serviço de caráter público essencial. "O Plano deve se basear na seguintes diretrizes: considerar o acesso à internet banda larga como um direito fundamental e um serviço público, a ser garantido pelo Estado e prestado em regime público, por empresas públicas e privadas", diz o documento. Assim, a prestação desse serviço deveria seguir normas de regulamentação mais rígidas.
Em outro trecho, afirmam que o “acesso à internet em alta velocidade é hoje essencial para a efetivação dos direitos humanos e da democracia” e lembram que o serviço é “limitado a 20% das residências”.
"Os dados demonstram que o modelo atual, baseado unicamente nas regras do mercado, não dá conta de responder às necessidades do País".
Entre as 12 ações requisitadas, destacam-se sugestões tais como o estabelecimento de controle sobre as tarifas para tornar o acesso viável a toda população, a determinação de parâmetros obrigatórios de qualidade de serviço, a proteção à liberdade de expressão e a neutralidade da rede.
O PNBL prevê inicialmente cobrir 122 cidades, entre as quais estão 15 capitais. Em algumas regiões, a operadora usará rádio para concluir a infraestrutura. “Vamos construir uma rede de transporte de dados neutra, que dará oportunidade a todos que queiram apoiar o plano de banda larga e fazer com que o serviço chegue na ponta a preço acessível”, explica o presidente da Telebrás.
Santanna acredita que haverá grande competição entre as empresas nas regiões onde não há infraestrutura atualmente e que a rede da Telebrás vai jogar os preços para baixo. Ele confirma que inicialmente as conexões serão de 512 kbps, mas que em 2014 chegarão a 2 Mbps. Segundo o presidente da estatal, o gargalo para essa limitação é o alto custo do backhal, ou seja, da interligação dos municípios, que representa 70% dos investimentos da rede. Os 30% restantes são com backbone.
Plano de banda larga atenderá menos de 1% das lan houses
Segundo a Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital, apenas 600 dos 108 mil pontos públicos de acesso internet serão beneficiados pelo programa do governo federal,
numa linha de crédito que será disponibilizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme previsto no PNBL.
Será muito crédito para poucas pessoas. Apenas as lans localizadas nas áreas mais ricas, principalmente de aeroportos e dos pontos turísticos, pegarão esse crédito, não atingindo as pessoas de mais baixa renda que, conforme foi anunciado, seriam as focadas pelo plano.
A Abcid agrega 11,7 mil empreendimentos como lan houses, lojas de conveniência digital, cyber cafes e centros públicos de acesso à internet. Ela foi uma das entidades consultadas pelo governo durante a elaboração do PNBL.
“Existem, no Brasil, 108 mil lan houses. Destas, apenas 15 mil têm Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), e 3,8 mil têm alvará de funcionamento. Se considerarmos as que têm patrimônio empresarial ou pessoal para ter acesso a empréstimos, esse número cai para 800. E se o crivo de corte do cartão do BNDES não mudar, apenas 600 dos 108 mil empreendimentos poderão ser beneficiados.
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Tal qual o caso da "Ficha Limpa", que atazanou políticos pelo país afora, esse é mais um assunto que merece a atenção da população e uma pressão considerável sobre aqueles que são regiamente pagos para cuidar do nosso patrimônio.
Prá começar, está a farsa da denominação de banda larga para velocidades que são choráveis (risíveis, nesse caso, soa pouco adequado), ou seja, qualquer velocidade acima de 512Kb/s (o oferecido, a princípio, ficará porém abaixo de um mega). E alidada a ela, a promessa de se atingir dois megabits em 2014...
Se considerarmos que no ano passado Portugal atingiu a marca do 1 GIGABIT/s, veremos o quanto a sociedade em geral ainda tem que apanhar para aprender a não eleger calhordas.
O post é longo, mas vale a pena ler para manter a mente informada sobre a lastimável solução adotada.
Banda larga de R$ 15 a R$ 35 será real e refletirá concorrência
A projeção de preços de 15 reais a 35 reais pela mensalidade do acesso rápido à internet, dentro do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) é real e vai refletir a concorrência fomentada entre as operadoras, mas não deve ser o foco principal da iniciativa, avaliam especialistas em telecomunicações.
Para o analista de telecomunicações da IDC Brasil, João Paulo Bruder, a estimativa de preços do governo é real tendo em vista que haverá um equilíbrio maior entre o preço investido pelas operadoras para a oferta do acesso rápido na última milha em relação à receita, já que a Telebrás será responsável pela rede principal.
"Com o governo fazendo backbone e backhaul, muitas cidades passam a ser atrativas para a iniciativa privada", afirma. Segundo o analista, o PNBL agrada as operadoras, mas elas devem estudar como colaborar com o projeto e onde atuar. "Se a operadora não quiser oferecer o acesso em uma determinada região, o governo vai atender o local diretamente, mas deve avaliar a escolha para não se arrepender pelo mercado perdido depois", diz Bruder.
Segundo o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, a questão primordial não é o preço do serviço, mas a qualidade. "O problema do Brasil e do restante do mundo envolve investimentos em infra-estrutura para a alta velocidade", observa o especialista que dá como exemplo um pacote de acesso a 10 Megabits por segundo (Mbps) por 60 reais pela operadora GVT, que tem investido no acesso via fibra óptica.
O presidente do Teleco alerta que a questão sem uma rede de fibra, o Brasil vai se distanciar cada vez mais em relação a países da Europa, bem como Austrália e Estados Unidos, que estão colocando em prática seus planos de inclusão por meio de redes de alta velocidade. "Falta visão de longo prazo para não chegarmos em três anos com uma velocidade de acesso insuficiente para a demanda do usuário", conclui Tude.
PNBL: governo quer levar banda larga a 40 milhões de casas
O governo federal quer elevar de 12 milhões para 40 milhões de domicílios o acesso à banda larga, com serviços que custarão a partir de 15 reais mensais, atingidos mediante incentivos fiscais. Sem esses incentivos, o preço deverá ficar entre 29 e 35 reais - o valor varia em função da cobrança ou não do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Para o governo, a conexão banda larga será aquela com velocidade igual ou superior a 512 Kbps.
Com essas medidas, o governo espera que 35,2 milhões de residências tenham acesso ao serviço de internet rápida. Hoje, pela estimativa oficial, o Brasil conta com 12 milhões de domicílios com acesso, cujos preços, na velocidade de 256 Kbps, variam entre 49 e 96 reais.
(Nota da Redação: na cidade do Rio de Janeiro, um plano de 2Mb/s da Oi-Telemar - empresa campeã de reclamações por péssimos serviços - custa em torno de 40 reais)
O governo anunciou que a estatal Telebrás será a gestora do Programa Nacional de Banda Larga. O aviso foi enviado pela empresa, em forma de nota relevante, à Comissão de Valores Mobiliários. A Telebrás será capitalizada com 3,22 bilhões de reais.
No lançamento do plano, a ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra disse que o objetivo do plano é levar a internet rápida às classes C e D. Para baratear o acesso, o governo planeja oferecer, por meio de abatimento de impostos e outras facilidades, 785 milhões de reais. Deste valor, 11,36 milhões virão do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para pequenas e médias prestadoras de serviço; 770 milhões de reais virão de abatimentos do PIS e Cofins na compra e fornecimento de modems; e 3,75 milhões de reais, da isenção de IPI para equipamentos de telecomunicações com tecnologia nacional.
Uma linha de crédito será disponibilizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiamento e compra de equipamentos de telecomunicações de tecnologia nacional.
O coordenador do Programa de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, afirmou que essa linha de crédito não tem limite, mas que ela deverá chegar a 6,5 bilhões de reais para a compra de equipamentos e a 1 bilhão de reais para financiamento de micro, pequenos e médios prestadores de serviços de telecomunicações e lan houses.
Além disso, 1,75 bilhões do Fundo de Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) serão destinados para pesquisa e desenvolvimento.
Associações querem banda larga como serviço público essencial
Em carta endereçada ao governo federal, instituições sugerem diversas medidas para melhorar projeto de universalização do serviço. As associações querem banda larga como serviço público essencial e em carta endereçada ao governo federal, instituições sugerem diversas medidas para melhorar projeto de universalização do serviço.
Assinado por uma série de organizações, dentre elas a Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ), o Instituto Brasileiro de Defesa ao Consumidor (IDEC), a Associação Brasileira de Defesa ao Consumidor (PROTESTE) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o documento se posiciona a favor do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) - inclusive pela recuperação da Telebrás - por considerá-lo um instrumento importante para disseminar a internet rápida. Mas o texto também serviu para argumentar que o plano é insuficiente.
O principal ponto defendido pelas entidades é que a banda larga seja considerada juridicamente como um serviço de caráter público essencial. "O Plano deve se basear na seguintes diretrizes: considerar o acesso à internet banda larga como um direito fundamental e um serviço público, a ser garantido pelo Estado e prestado em regime público, por empresas públicas e privadas", diz o documento. Assim, a prestação desse serviço deveria seguir normas de regulamentação mais rígidas.
Em outro trecho, afirmam que o “acesso à internet em alta velocidade é hoje essencial para a efetivação dos direitos humanos e da democracia” e lembram que o serviço é “limitado a 20% das residências”.
"Os dados demonstram que o modelo atual, baseado unicamente nas regras do mercado, não dá conta de responder às necessidades do País".
Entre as 12 ações requisitadas, destacam-se sugestões tais como o estabelecimento de controle sobre as tarifas para tornar o acesso viável a toda população, a determinação de parâmetros obrigatórios de qualidade de serviço, a proteção à liberdade de expressão e a neutralidade da rede.
O PNBL prevê inicialmente cobrir 122 cidades, entre as quais estão 15 capitais. Em algumas regiões, a operadora usará rádio para concluir a infraestrutura. “Vamos construir uma rede de transporte de dados neutra, que dará oportunidade a todos que queiram apoiar o plano de banda larga e fazer com que o serviço chegue na ponta a preço acessível”, explica o presidente da Telebrás.
Santanna acredita que haverá grande competição entre as empresas nas regiões onde não há infraestrutura atualmente e que a rede da Telebrás vai jogar os preços para baixo. Ele confirma que inicialmente as conexões serão de 512 kbps, mas que em 2014 chegarão a 2 Mbps. Segundo o presidente da estatal, o gargalo para essa limitação é o alto custo do backhal, ou seja, da interligação dos municípios, que representa 70% dos investimentos da rede. Os 30% restantes são com backbone.
Plano de banda larga atenderá menos de 1% das lan houses
Segundo a Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital, apenas 600 dos 108 mil pontos públicos de acesso internet serão beneficiados pelo programa do governo federal,
numa linha de crédito que será disponibilizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme previsto no PNBL.
Será muito crédito para poucas pessoas. Apenas as lans localizadas nas áreas mais ricas, principalmente de aeroportos e dos pontos turísticos, pegarão esse crédito, não atingindo as pessoas de mais baixa renda que, conforme foi anunciado, seriam as focadas pelo plano.
A Abcid agrega 11,7 mil empreendimentos como lan houses, lojas de conveniência digital, cyber cafes e centros públicos de acesso à internet. Ela foi uma das entidades consultadas pelo governo durante a elaboração do PNBL.
“Existem, no Brasil, 108 mil lan houses. Destas, apenas 15 mil têm Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), e 3,8 mil têm alvará de funcionamento. Se considerarmos as que têm patrimônio empresarial ou pessoal para ter acesso a empréstimos, esse número cai para 800. E se o crivo de corte do cartão do BNDES não mudar, apenas 600 dos 108 mil empreendimentos poderão ser beneficiados.
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Tal qual o caso da "Ficha Limpa", que atazanou políticos pelo país afora, esse é mais um assunto que merece a atenção da população e uma pressão considerável sobre aqueles que são regiamente pagos para cuidar do nosso patrimônio.
domingo, 28 de março de 2010
Série Especial - Brasil, um País de Tolos (02): Metrô Rio - Tá querendo me enganar, é?

O post de hoje dá continuidade à série que mostra as trapaças e outras traquinagens empreendidas pelos governantes e seus sequazes. Eu pretendia abordar outro assunto, mas eis que o Metrô Rio vem à baila novamente.
No post anterior, eu falava da lambança arranjada com a ligação das linhas 1 e 2, feitas a toque de caixa para atender a interesses politiqueiros. Pois bem, o de hoje ainda faz jus ao assunto. Depois do caos e da convulsão causada aos passageiros, houve até abaixo assinado para o cancelamento da concessão - que convenhamos, não vai acontecer nem debaixo de chuva de granito - resultando em nada, como sempre.
Para aliviar a barra, o Metrô colocou cartazes no interior dos carros e de algumas estações afirmando que 60% dos usuários aprovam o fim da transferência na estação Estácio, seguida de uma faixa (no próprio cartaz) onde se lê que mensalmente a companhia transporta mais de 12,5 milhões de cariocas.
Por estas contas, seria coerente supor que a pesquisa que foi feita apontou que a cifra acima, correspondente a 7,5 milhões de pessoas, aprova a forma incompetente de gestão adotada. Só que em letras miúdas, vem a verdade: foram entrevistadas apenas 1001 pessoas, de um universo de doze milhões e quinhentas mil!
Ora, isso corresponde, na VERDADE, a aproximadamente míseros 0,02% dos usuários.
Então, se você é usuário desse meio de transporte, faça valer a sua indignação. Blogueie, orkut, twitte e tudo mais que for possível para que tal vergonha se torne cada vez mais visível aos olhos da população.
No post anterior, eu falava da lambança arranjada com a ligação das linhas 1 e 2, feitas a toque de caixa para atender a interesses politiqueiros. Pois bem, o de hoje ainda faz jus ao assunto. Depois do caos e da convulsão causada aos passageiros, houve até abaixo assinado para o cancelamento da concessão - que convenhamos, não vai acontecer nem debaixo de chuva de granito - resultando em nada, como sempre.
Para aliviar a barra, o Metrô colocou cartazes no interior dos carros e de algumas estações afirmando que 60% dos usuários aprovam o fim da transferência na estação Estácio, seguida de uma faixa (no próprio cartaz) onde se lê que mensalmente a companhia transporta mais de 12,5 milhões de cariocas.
Por estas contas, seria coerente supor que a pesquisa que foi feita apontou que a cifra acima, correspondente a 7,5 milhões de pessoas, aprova a forma incompetente de gestão adotada. Só que em letras miúdas, vem a verdade: foram entrevistadas apenas 1001 pessoas, de um universo de doze milhões e quinhentas mil!
Ora, isso corresponde, na VERDADE, a aproximadamente míseros 0,02% dos usuários.
Então, se você é usuário desse meio de transporte, faça valer a sua indignação. Blogueie, orkut, twitte e tudo mais que for possível para que tal vergonha se torne cada vez mais visível aos olhos da população.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Série Especial - Brasil um país de tolos (02): Seu dinheiro jogado fora

Agora que a folia terminou (ao menos, oficialmente), vamos a uma notícia que vai fazer você pensar no quanto gasta para sustentar essa corja de parasitas governamentais. O foco vai ser na festança que ora entra em ocaso, apesar dos focos de resistência pelo Brasil afora, mas todos sabem que a patifaria não para por aí.
No Carnaval, a cada R$ 10 gastos, R$ 4 são impostos
Sabia que de cada R$ 10,00 que você gasta no Carnaval, R$ 4,00 são de impostos? Do pacote de hotel à água de coco, passando pelo tamborim e até pela fantasia para usar no baile, tudo poderia ser bem mais barato, não fosse a enorme carga tributária nacional. Um curioso estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) mostra a variação dos impostos sobre produtos como um biquini com lantejoulas e um reco-reco, por exemplo. No primeiro caso, a taxação é de 42,19%. No segundo, 37,64%.
"Em média, para cada real neste Carnaval, o brasileiro pagará 40 centavos de impostos", diz Letícia do Amaral, vice-presidente do IBPT. "A variação depende dos produtos que servem de matéria-prima. Para alguns, o governo determina que o imposto seja maior. Para outros, menor."
Letícia explica que são três as "famílias" dos impostos: os que incidem sobre a receita da empresa (Imposto de Renda, Contribuição Social, etc.); os relativos a bens de consumo (ICMS, IPI...); e os impostos sobre folha de pagamento dos funcionários (FGTS, Previdência Social...).
No Carnaval, a cada R$ 10 gastos, R$ 4 são impostos
Sabia que de cada R$ 10,00 que você gasta no Carnaval, R$ 4,00 são de impostos? Do pacote de hotel à água de coco, passando pelo tamborim e até pela fantasia para usar no baile, tudo poderia ser bem mais barato, não fosse a enorme carga tributária nacional. Um curioso estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) mostra a variação dos impostos sobre produtos como um biquini com lantejoulas e um reco-reco, por exemplo. No primeiro caso, a taxação é de 42,19%. No segundo, 37,64%.
"Em média, para cada real neste Carnaval, o brasileiro pagará 40 centavos de impostos", diz Letícia do Amaral, vice-presidente do IBPT. "A variação depende dos produtos que servem de matéria-prima. Para alguns, o governo determina que o imposto seja maior. Para outros, menor."
Letícia explica que são três as "famílias" dos impostos: os que incidem sobre a receita da empresa (Imposto de Renda, Contribuição Social, etc.); os relativos a bens de consumo (ICMS, IPI...); e os impostos sobre folha de pagamento dos funcionários (FGTS, Previdência Social...).
A soma de tudo isso custa um valor que a empresa repassa ao consumidor no preço final.Os maiores impostos recaem sobre as bebidas alcoólicas - a cerveja, "combustível" predileto dos foliões, tem 54,80% de imposto. Ou seja: na latinha que custa R$ 2, quase R$ 1,10 representa os tributos.
a
Segundo o presidente do IBPT, João Eloi Olenike, os percentuais estimados pelo Instituto se mantiveram iguais em relação a 2009, pois não houve desonerações nem aumento de tributos sobre estes produtos. O governo federal, para atacar os reflexos da crise mundial, procurou direcionar a sua política de desoneração para itens que teriam maior repercussão na economia brasileira, deixando de fora os produtos considerados supérfluos, como os consumidos no Carnaval.
Veja alguns exemplos de alíquotas sobre produtos relacionados ao Carnaval:
Água de coco: 34,13%
Água mineral: 43,91%
Biquini com lantejoulas: 42,19%
Cerveja: 54,80%
Colar havaino: 45,96%
Confete e serpentina: 43,83%
Máscara de plástico: 43,93%
Pacote de hotel: 36,28%
Pandeiro: 37,83%
Reco-reco: 37,64%
Refrigerante lata: 45,80%
Refrigerante garrafa: 43,91%
Tamborim: 39,20%
É perfeitamente perceptível que esse imenso numerário que entra nos cofres governamentais não atende ao seu uso primevo, que é o de ser utilizado plenamente para a sociedade, sendo roubado, butinado, espoliado e esbulhado pelos edis e seus sequazes.
Em outubro desse ano, seja mais inteligente do que nos anos anteriores. Não eleja analfabetos, ladrões de banco ou patifes de toda sorte. É o seu voto que oferece a esses bandoleiros as oportunidades que você, que estuda, trabalha e paga seus impostos jamais terá em toda a sua vida. Pense nisso. Nós, que já vemos a realidade sem as fantasias ofertadas pela mídia, religiões et cetera agradecemos profundamente.
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Segundo o presidente do IBPT, João Eloi Olenike, os percentuais estimados pelo Instituto se mantiveram iguais em relação a 2009, pois não houve desonerações nem aumento de tributos sobre estes produtos. O governo federal, para atacar os reflexos da crise mundial, procurou direcionar a sua política de desoneração para itens que teriam maior repercussão na economia brasileira, deixando de fora os produtos considerados supérfluos, como os consumidos no Carnaval.
Veja alguns exemplos de alíquotas sobre produtos relacionados ao Carnaval:
Água de coco: 34,13%
Água mineral: 43,91%
Biquini com lantejoulas: 42,19%
Cerveja: 54,80%
Colar havaino: 45,96%
Confete e serpentina: 43,83%
Máscara de plástico: 43,93%
Pacote de hotel: 36,28%
Pandeiro: 37,83%
Reco-reco: 37,64%
Refrigerante lata: 45,80%
Refrigerante garrafa: 43,91%
Tamborim: 39,20%
É perfeitamente perceptível que esse imenso numerário que entra nos cofres governamentais não atende ao seu uso primevo, que é o de ser utilizado plenamente para a sociedade, sendo roubado, butinado, espoliado e esbulhado pelos edis e seus sequazes.
Em outubro desse ano, seja mais inteligente do que nos anos anteriores. Não eleja analfabetos, ladrões de banco ou patifes de toda sorte. É o seu voto que oferece a esses bandoleiros as oportunidades que você, que estuda, trabalha e paga seus impostos jamais terá em toda a sua vida. Pense nisso. Nós, que já vemos a realidade sem as fantasias ofertadas pela mídia, religiões et cetera agradecemos profundamente.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Série Especial - Brasil um país de tolos (01): Metrô Rio e a politicagem na Comunicação Visual
Com essa postagem, inicio uma nova série especial: Brasil, um país de tolos. Sim, é um trocadilho infame feito com o título original, mas seu uso é para expressar a indignação que os (des)governantes me causam com suas atitudes inadequadas e inconsequentes, onde eles colhem os louros das coisas feitas com o nosso dinheiro e nós, verdadeiros donos da nação, continuamos a sofrer as consequências.
Eles acham que todos somos tolos, mas existe a minoria (composta por milhões de cidadãos) que não se deixa seduzir pelos discursos vazios, pelos noticiários manipulados e ainda por cima tem a capacidade de criar e disseminar conteúdo de qualidade para os demais cidadãos brasileiros.
Vamos falar hoje sobre (dentre outras coisas) o mau uso da Comunicação Visual, que é fator de interesse para meus alunos de Design Gráfico. E o case de fracasso vem da minha cidade, o Rio de Janeiro.
Há cerca de quatro décadas (se você tiver dificuldade em fazer contas, leia-se QUARENTA ANOS) temos um imbroglio, uma anedota chamada Metrô que vem lentamente se estendendo pela região metropolitana. Muito se prometeu, quase nada se fez e a sanha continua, prejudicando milhões de pessoas.

Acima, um mapa da linha 1 feita por volta de 1970. Se você quiser conhecer algumas "histórias patifes" que envolvem o Metrô, clique nos links abaixo:
a
A Farsa da Venda dos Terrenos do Metrô
Parte Dois: http://www.rioquepassou.com.br/2009/07/01/a-farsa-da-venda-dos-terrenos-do-metro-parte-final/
Só para se ter uma idéia, no mesmo período em que se constrói UMA estação por aqui, em São Paulo se completa quase uma linha inteira...
A mais nova lambança (meio antiga na data da publicação desse post) está relacionada a uma inovação: ligar as linhas 1 e 2 e com isso diminuir o tempo de viagem dos usuários da linha 2 em 13 minutos. Para quem olha de fora ou com o tradicional olhar apalermado dos viciados televisivos, isso parece até bom. E realmente seria, se tivesse sido feito de forma coerente, profissional e não politiqueira.
A idéia seria inaugurar a tal ligação, mais uma nova estação (que fica pertinho da estação Estácio, ou seja, mais dinheiro nosso jogado fora), em março deste ano, mas as obras da ligação (sem a estação) ficaram prontas no meio de dezembro do ano passado, quase simultaneamente à estação General Osório, em Ipanema.
Quem aí falou que inauguraram tudo a toque de caixa para aproveitar a oportunidade política, acaba de ganhar um bônus em balas Juquinha! O presidente da Ré-Pública estava presente e a coisa foi entregue à população com pompa e circunstância. Mas como era de se esperar, não funcionava direito, razão pela qual as vaias antecipadas foram muito bem justificadas.
Vou poupá-los dos detalhes técnicos, que é para não estender demais o post, e dizer que a ligação entre as duas linhas requer um controle de tráfego preciso, com um sistema de Comunicação Visual, mote principal deste post, funcionando a contento. Para isso foram criadas as seguintes opções:
a) Sinalização Horizontal
Aplicada nas plataformas de maior movimento, no trecho compreendido entre as estações Central e Botafogo, que é onde as duas linhas correm pelos mesmos ramais. Isso significa que no chão da plataforma, no ponto aproximado onde ficam as portas quando o trem para, foram aplicadas marcações laterais indicando o posicionamento dos usuários para o embarque na composição, enquanto que no centro, entre essas duas, ficaria a sinalização indicando a área de saída dos passageiros.
Papa-fina!
O "pobrema" está no fato de que aquilo que se entende como "usuário" é na verdade uma massa humana composta por cultos, incultos, bugres e seres mitológicos (duvida? Frequente o Metrô do Rio!), que primeiro deveriam ser orientados a se posicionar nas marcações para facilitar o deslocamento para e oriundo da composição.
Simplesmente colar as marquinhas no chão não ajuda em nada, pois apenas as pessoas de bom senso e algum nível cultural entendem do que se trata. E até mesmo elas acabam desistindo, visto que quem sai do trem o faz de qualquer jeito, empurrando, pisando e atropelando sem dó nem piedade.
b) Sinalização Vertical Dinâmica
Nome bacana, hem? Pois é, nesse mesmo trecho, supra citado, o Metrô Rio instalou vários monitores de "trocentas" polegadas que teriam como objetivo avisar o usuário qual o destino final da composição que entrará na plataforma, se os terminais Saens Peña ou General Osório (na linha 1) ou Pavuna ou Botafogo (na linha 2).
Só que o troço não funciona, ficando apagado ou então mostrando anúncios repetitivos das instruções da companhia durante o dia todo. Mais um "pobrema" não resolvido, mais dinheiro jogado fora. Meu dinheiro. Seu dinheiro também...
c) Sinalização Sonora Disruptora
Ok, o título ficou meio cinematográfico, mas o que dizer de um funcionário, aos berros pelos auto falantes da estação, avisando que o trem que vai entrar na plataforma vai para tal ou qual lugar? Isso causa a disrupção dos tímpanos e me lembra dos trens metropolitanos de antanho, quando nas plataformas tinhamos este triste espetáculo, que podia ser ouvido até por quem estava longe da estação.
Aliás, vou abrir um parágrafo para manifestar meu protesto contra o uso das instruções que são transmitidas sonoramente. O Metrô Rio tem um péssimo desempenho nesse quesito. Os locutores repetem a mesma mensagem 3, 4, 5 vezes seguidas, via de regra aos berros. Não bastasse a fuzarca nas estações, o som no interior dos carros também é, por vezes, ensurdecedor.
d) Sinalização Circence Alternante
Realmente, hoje eu estou inspirado. Mas sinto-me um reles aprendiz diante das "solussões" apresentadas pela companhia do Metrô. Acreditem ou não, na estação Central, nos horários de maior movimento, fica um rapaz segurando uma haste contendo placas com as palavras "Saens Peña" ou "Pavuna".
Ele fica na beirada da plataforma, depois daquela faixa amarela que ninguém deve ultrapassar por questões de segurança, aguardando o trem para ver o destino (que vem escrito na frente e dos lados). Uma vez visto para onde vai o trem, ele muda rapidinho a plaquinha e grita o mesmo para os cidadãos que estão ao seu redor. Quase simultaneamente, entra a Sinalização Sonora Disruptora a anunciar a mesma coisa...
Dentre as "promessas de campanha" está a estação Cidade Nova (um desperdício de dinheiro) a ser inaugurada em março de 2010 e este sistema irregular de sinalização e circulação de trens ser normalizado na mesma época. Vamos fiscalizar e denunciar caso não aconteça.
Para vocês, designers que tiveram a paciência de ler o post até o final, meus parabéns! Temos aqui um case que merece ser estudado para a construção do arcabouço intelectual de cada um de vocês, para que no futuro possam participar de projetos semelhantes e propor soluções eficientes para a demanda proposta.
Aliás, além de denunciar irregularidades, essa série especial, assim como todo o resto das postagens desse blog, tem por objetivo fazer você pensar, refletir, crescer e assumir o percentual das "rédeas" da nação que lhe pertence. Assumir e guiar com responsabilidade. Inovar é também transformar a própria vida.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Atenção! Corporações querem comprar a Amazônia!
Amanhã começamos a série especial "Brasil, um país de tolos", que vai mostrar as lambanças que por aqui ocorrem sob as barbas da população, sendo tudo tratado como a coisa mais normal do mundo.
Para atiçar a indignação dos meus leitores, publico abaixo um vídeo que, ao que parece, foi feito por uma empresa de biotecnologia americana. Não posso atestar a veracidade do mesmo, mas vale a pena assistir para que se tenha uma dimensão mais exata de como nosso território, em especial a Amazônia, é cobiçada pelas corporações e governos alienígenas.
Quer dizer então que, segundo o indivíduo do vídeo, a Amazônia não pertence a país nenhum? Não me admira que os americanos sempre tenham sido tão ruins em Geografia...
E para contestar o vídeo acima, publico informações sobre o desmatamento amazônico em terras brasileiras, de modo que você, leitor, possa auferir a quantidade de mentiras e informações manipuladas que circulam pelo mundo, no afã de nos extrair o pedaço mais rico do território.
Desmate da Amazônia soma 247,6km quadrados em outubro/novembro
As dimensões ainda são enormes, porém a redução na sandice é igualmente de enormes proporções. O desmatamento da Amazônia somou 247,6 quilômetros quadrados em outubro e novembro do ano passado, uma queda na comparação com os 896 quilômetros quadrados de floresta que a Amazônia perdeu em outubro e novembro de 2008, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O Instituto informou ainda que a cobertura de nuvens na região da Amazônia Legal impediu a medição do desmatamento da floresta para o mês de dezembro do ano passado.
De acordo com o sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, a Amazônia perdeu uma área de 175,5 quilômetros quadrados em outubro do ano passado, contra 541 quilômetros quadrados um ano antes; e outros 72,1 quilômetros quadrados em novembro, contra 355 quilômetros quadrados um ano antes. Nos dois meses analisados pelo Inpe, o Pará liderou o desmatamento da floresta.
Na véspera, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, havia adiantado que os dados do Inpe apontariam queda "expressiva" no desmatamento da Amazônia em outubro e novembro na comparação anual. "Os números sempre caem e vão continuar caindo", disse o ministro a jornalistas na segunda-feira.
O desmatamento da Amazônia é o fator que mais contribui para as emissões brasileiras de gases-estufa e o "governo" atual se comprometeu com a meta de reduzir a destruição da floresta em 80 por cento até 2020, como parte dos esforços do país de colaborar no combate às mudanças climáticas.
Se a promessa for cumprida, essas corporações e o governo que lhes dá sustentação, terão que encontrar outra maneira ou motivo aparente para invadir a região. Mas isso não chega a ser um problema, não é mesmo? Afinal, Vietnã, Iraque e Afeganistão estão aí para comprovar o que eu digo.
Para atiçar a indignação dos meus leitores, publico abaixo um vídeo que, ao que parece, foi feito por uma empresa de biotecnologia americana. Não posso atestar a veracidade do mesmo, mas vale a pena assistir para que se tenha uma dimensão mais exata de como nosso território, em especial a Amazônia, é cobiçada pelas corporações e governos alienígenas.
Quer dizer então que, segundo o indivíduo do vídeo, a Amazônia não pertence a país nenhum? Não me admira que os americanos sempre tenham sido tão ruins em Geografia...
E para contestar o vídeo acima, publico informações sobre o desmatamento amazônico em terras brasileiras, de modo que você, leitor, possa auferir a quantidade de mentiras e informações manipuladas que circulam pelo mundo, no afã de nos extrair o pedaço mais rico do território.
Desmate da Amazônia soma 247,6km quadrados em outubro/novembro
As dimensões ainda são enormes, porém a redução na sandice é igualmente de enormes proporções. O desmatamento da Amazônia somou 247,6 quilômetros quadrados em outubro e novembro do ano passado, uma queda na comparação com os 896 quilômetros quadrados de floresta que a Amazônia perdeu em outubro e novembro de 2008, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O Instituto informou ainda que a cobertura de nuvens na região da Amazônia Legal impediu a medição do desmatamento da floresta para o mês de dezembro do ano passado.
De acordo com o sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, a Amazônia perdeu uma área de 175,5 quilômetros quadrados em outubro do ano passado, contra 541 quilômetros quadrados um ano antes; e outros 72,1 quilômetros quadrados em novembro, contra 355 quilômetros quadrados um ano antes. Nos dois meses analisados pelo Inpe, o Pará liderou o desmatamento da floresta.
Na véspera, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, havia adiantado que os dados do Inpe apontariam queda "expressiva" no desmatamento da Amazônia em outubro e novembro na comparação anual. "Os números sempre caem e vão continuar caindo", disse o ministro a jornalistas na segunda-feira.
O desmatamento da Amazônia é o fator que mais contribui para as emissões brasileiras de gases-estufa e o "governo" atual se comprometeu com a meta de reduzir a destruição da floresta em 80 por cento até 2020, como parte dos esforços do país de colaborar no combate às mudanças climáticas.
Se a promessa for cumprida, essas corporações e o governo que lhes dá sustentação, terão que encontrar outra maneira ou motivo aparente para invadir a região. Mas isso não chega a ser um problema, não é mesmo? Afinal, Vietnã, Iraque e Afeganistão estão aí para comprovar o que eu digo.
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