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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Planeta Digital




Planeta Digital: Preservação dos dados digitais deve ser prioridade pública

Garantir que as valiosas informações digitais, que são geradas continuamente, estejam acessíveis não apenas hoje, mas também para as gerações futuras, é um dos desafios mais urgentes da chamada Era da Informação.

E, para lidar com esse desafio, são necessárias soluções não apenas técnicas, mas principalmente econômicas e sociais. Estas são algumas das conclusões de um relatório intitulado Economia Sustentável para um Planeta Digital, elaborado pelo consórcio Blue Ribbon Task Force, um fórum de especialistas patrocinado pela Fundação Nacional de Ciências e por diversas outras instituições de pesquisas dos Estados Unidos e da Inglaterra.

O Relatório condensa o resultado de dois anos de pesquisas sobre os desafios críticos para a preservação de uma quantidade crescente de informações em um mundo que já se tornou digital.
"O Dilúvio dos Dados está acontecendo hoje. Garantir que as nossas mais valiosas informações estejam disponíveis hoje e amanhã não é apenas uma questão de encontrar financiamento suficiente," afirma o pesquisador Fran Berman, coautor do relatório.

"Estamos falando sobre a criação de uma 'economia dos dados', na qual quem cuida, quem vai pagar a conta, e quem faz o trabalho de preservação estejam trabalhando de forma coordenada," diz ele.
O desafio para a preservação das informações digitais - texto, vídeo, imagens, música, dados de sensores etc. - geradas em todas as áreas da nossa sociedade - é real e cresce a um ritmo exponencial. Um estudo recente realizado pela International Data Corporation (IDC) descobriu que um total de 3.892.179.868.480.350.000.000 (aproximadamente 3,9 trilhões de vezes um trilhão) bits de informação digital novos foram criados em 2008.

No futuro, o universo digital deverá dobrar de tamanho a cada 18 meses, de acordo com o relatório da IDC - uma espécie de Lei de Moore dos dados digitais.

Embora muitos bits já tenham sido usados para falar sobre a questão da preservação dos dados digitais como um desafio técnico, o novo relatório concentra-se no aspecto econômico, ou seja, como se pode financiar a preservação a longo prazo dos dados digitais.
O relatório apresenta os princípios gerais e as ações de longo prazo para a sustentabilidade econômica da tarefa, recomendações para situações específicas analisadas no relatório e uma agenda de ações prioritárias, organizada de acordo com o tipo de tomador de decisão mais adequado para levar a ação adiante. Além disso, o relatório pretende servir como base para estudos mais aprofundados na área.

O relatório centra-se em quatro cenários distintos para os quais há interesse público na preservação das informações digitais a longo prazo: a produção acadêmica, dados de pesquisas, conteúdos culturais de propriedade privada (como filmes e música digital), e conteúdos da Web produzidos coletivamente, como blogs.
"Informações digitais valiosas abarcam o espectro total, de documentos oficiais até alguns vídeos do YouTube. Nenhum modelo econômico será viável para todos, mas todos eles exigem modelos economicamente viáveis," afirma Berman.
O relatório classifica a economia da preservação digital em três "condições necessárias", conforme as necessidades das partes interessadas: o reconhecimento do valor dos dados e a seleção dos materiais a serem preservados; o fornecimento de incentivos para que os detentores preservem seus dados ou repassem a tarefa de preservação para outros; e a articulação dos papéis e das responsabilidades entre os envolvidos no processo de preservação.
O relatório alinha essas condições com o princípio econômico básico de oferta e demanda, advertindo que, sem uma demanda bem articulada para o acesso às informações digitais preservadas não haverá oferta de serviços de preservação.
O relatório completo, em inglês, pode ser baixado no endereço http://brtf.sdsc.edu/biblio/BRTF_Final_Report.pdf.
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São informações de tirar o fôlego, pois não?

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Série Especial - INOVA (20): TV digital e internet serão convergentes e complementares no Brasil


Aqui no Brasil, as coisas nunca andam na velocidade que deveriam, para atender às necessidades e anseios da população. O texto a seguir aponta para uma situação que nós, designers, deveremos nos posicionar adequadamente para tirar o maior proveito possível, visto que o motion design se avoluma constantemente e em caráter irreversível.

INOVA apresenta a interação entre duas mídias e suas consequências vindouras.

TV digital e internet serão convergentes e complementares no Brasil
O assessor especial da Presidência da República para a área de políticas públicas em Comunicação, André Barbosa, disse que a TV digital não concorrerá com a internet no Brasil, ao contrário do que está ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos.

Segundo ele, no Brasil essas tecnologias serão convergentes e complementares. "O Brasil adotou uma posição diferente da que vem sendo praticada em países europeus e nos Estados Unidos, que é a de dar fim à comunicação aberta e de estimular as TVs pagas", disse Barbosa à Agência Brasil.

"Eles vêm, ainda que aos poucos, caminhando no sentido de pôr fim à comunicação aberta e gratuita. E acreditam que, no futuro, internet e televisão se fundirão até se tornarem a mesma coisa. Nós não pensamos assim," prosseguiu.

"Broadcasting [TV] e banda larga [internet] não são a mesma coisa. Uma coisa é você fazer uma conexão que parte de um ponto específico e vai para todos os demais pontos. Outra coisa é você conectar um ponto a outro. Essas tecnologias podem até assimilar recursos uma da outra, mas não têm como se tornarem a mesma coisa, até porque a internet não vai substituir a produção audiovisual das TVs, que tem por base o cinema," prevê Barbosa.

Ele disse ainda que a tecnologia nova não vai substituir a antiga porque elas podem ser convergentes e complementares. "Ao ser integrada à banda larga [na forma como o padrão adotado pelo Brasil], as TVs digitais passarão a ser também uma ferramenta de inclusão digital bastante eficiente por já estarem presentes em diversos lares".

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Bem, bem, bem... vamos ao trabalho?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Série Especial - INOVA (11): A nova linha de produção do jornalismo

Uma das áreas que mais vem sofrendo transformações com o crescimento da Internet e das mídias sociais é o Jornalismo. Depois do furibundo ataque de resistência aos blogs, todos os veículos de comunicação de massa acabaram se rendendo a essa nova mídia e escaparam da derrocada. Ao menos por enquanto, pois quanto mais e mais pessoas aderirem ao ambiente virtual para a busca de informações menos espaço haverá para a manipulação espúria sem reservas ou alternativas, que era habitué em nosso país.

INOVA apresenta o que vem acontecendo nas redações jornalísticas da atualidade.

A nova linha de produção do jornalismo
Enquanto jornais e revistas tradicionais não descobrem como ganhar dinheiro na internet, outras empresas estão crescendo fazendo algo bem parecido com jornalismo. Elas receberam o apelido pejorativo de content farm (fazendas de conteúdo) pelo modo como industrializam a produção de notícias, tiram qualquer glamour da profissão e pagam salários baixíssimos aos seus profissionais.

Com isso, geram tanta polêmica quanto lucro. A Demand Media , o maior exemplo do gênero, planeja para breve um IPO que deve gerar 1,5 bilhão de dólares, gerados produzindo notícias e vídeos para em uma rede de sites que inclui Cracked e eHow.com. O diretor de parcerias do Youtube chamou a empresa de “O Henry Ford da produção de vídeo”. Mas o ex-colunista do Wall Street Journal Jason Fry tem outra opinião sobre o processo: “Se você quiser saber como o jornalismo vai acabar, olhe para a Demand Media”.

Existe, no entanto, um bocado de empresas nesse mesmo caminho. Em resumo, elas praticam uma mistura de análise de tendências na internet com crowdsourcing (a prática de terceirizar funções de uma empresa para uma multidão de colaboradores online). Para conhecer melhor esse novo modo de produzir conteúdo para a internet, olhe para os dois pilares que sustentam as content farms:

1) Fazer conteúdo MUITO barato
Até os grandes jornais já perceberam que, para ganhar dinheiro na internet, é preciso produzir muitos textos, fotos e vídeos. A revista Forbes divulgou que todos os seus jornalistas são obrigados a manterem um blog na internet. Não é tão diferente de grande parte das revistas brasileiras, que mesmo sem uma regra dessas, abre blogs para quase toda a redação como algo que eles precisam se preocupar entre uma matéria e outra.

A Demand Media, no entanto, tem um modelo ainda mais agressivo: elas simplesmente colocam assuntos e pautas online e fazem pequenos pagamentos – muito abaixo da tabela dos jornalistas – para quem trouxer aquele conteúdo. O resultado, produzido com pressa por um exército de 10,000 freelancers avaliados por um questionário, costuma ter bem menos qualidade do que o tradicional do jornalismo, mas isso importa pouco para a empresa. O objetivo é que esses vídeos e textos sejam apenas “bons o suficiente” para gerar cliques e vender anúncios.

Outro modelo é investir em blogueiros. A Examiner.com tem 42.000 escritores em mais de 400 cidades nos Estados Unidos, produzindo principalmente notícias locais. Já na Associated Content (comprada recentemente pelo Yahoo), não é preciso passar por qualquer avaliação para se tornar um colaboradores. O resultado: 380.000 blogueiros produzindo 50.000 textos ou vídeos por mês.

2) Escrever sobre o que as pessoas estão buscando
Em uma redação tradicional, editores definem o que é notícia a partir do que acham importante ou do que imaginam que o leitor queira ler. Em fazendas de conteúdo, quem define as pautas é o software. Na Demand Media, um programa analisa os assuntos mais comentados em buscas na internet, por anunciantes e pela concorrência e gera com isso um rascunho de título para a matéria.

Dois editores ganham, cada um, oito centavos de dólar para editar essas pautas e enviar para um site onde outros colaboradores vão se candidatar para produzi-los. O Yahoo/Associated content tem um sistema quase idêntico, com a diferença de que os editores são contratados, e não free-lancers.

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Cenário tenebroso, não? Muito bem, com um pouco de raciocínio é possível superar essa lixarada. E se os geradores de conteúdo se unissem em cooperativas e vendessem, eles mesmos, o que produzem? Exploradores, senhores de engenho e capitães do mato sempre existirão onde os profissionais oferecerem espaço para que se instalem. Com tantas ferramentas gratuitas, não é nada difícil criar alternativas para derrubar esse regime escravocrata. Mas inovação se faz com atitudes e não com beicinhos e chororôs...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Série Especial - INOVA (06): A revolução da mídia social


Prestem bem atenção ao assunto de hoje, que é profundamente relacionado com o que vamos fazer em breve. Pode parecer incrível, mas dentro das academias esse fato ainda é largamente desconsiderado, motivo pelo qual todos os anos milhares de alunos, dos mais variados cursos, são despejados no mercado de trabalho sem uma formação adequada que proporcione o uso consciente dessa mídia em favor do profissional e da população em geral.

INOVA apresenta hoje, a Revolução da Mídia Social.

É certo que nesse momento, boa parte das 300 milhões de pessoas cadastradas no Facebook estejam frente à tela – do computador ou do celular. Pelo menos algumas centenas de milhares de mensagens estão sendo twitadas ao redor do planeta, já que 5 bilhões de frases foram produzidas no Twitter, desde sua fundação em 2007.

E certamente, o YouTube, que recebe 1 bilhão de visitantes todos os dias, está hospedando agora outra quantidade assustadora de novos vídeos. O que essa gente toda faz nesse exato momento? Simples: elas compartilham. Exatamente como nossos ancestrais na caverna.

Compartilhar é da natureza do homem – com ou sem o computador. Assim conhecemos o outro, conquistamos status social, trocamos experiências, interferimos na ordem das coisas… nos desenvolvemos. A diferença agora é que já não precisamos de espaço físico para essa interação, ela se dá num mundo chamado virtual. E se dá muito bem.

O crescimento vertiginoso do acesso à internet, aliado ao desenvolvimento de tecnologias, mostra que boa parte da população mundial se ocupa atualmente da produção, conversação e troca de informação em mídia social.

Mídia social não tem plural e muito menos uma definição padrão. Mídia é conjunto de meios, logo não permite o uso de mídias. Mídia Social é a construção de práticas virtuais utilizadas por seres humanos – intermediada por computadores – que permitem a troca de perspectivas, dúvidas, sugestões, denúncias e, principalmente, conhecimento, em diversos formatos: vídeo, áudio ou texto.

E elas crescem, crescem, crescem. Em tudo, em relevância, em diversidade, em formatos e usuários. O rádio levou 38 anos para conseguir 50 milhões de ouvintes, a televisão 13 anos, a internet 4 anos, o Facebook adicionou 100 milhões de usuário em 9 meses.

Hoje dispomos da Wikipédia ao YouTube. Do Twitter ao Wordpress. Tudo com a premissa da interação. Tudo com o objetivo de produzir pontes para conhecer e promover discussões com pessoas – tudo para compartilhar. Compartilhando chegamos até aqui.

E agora? Para onde quer que estejamos indo, a única certeza é que estamos indo bem rápido. E é sobre essas transformações e seus autores que trataremos nesses espaço a partir de hoje.

O vídeo a seguir ilustra de maneira clara e objetiva essa questão.




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Gostaria de perguntar aos designers: o que está faltando para usarmos tal potência a nosso favor? Cartas para a redação...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Série Especial - INOVA (04): Mag+

Sempre apresentamos aqui notícias relacionadas com o impacto das novas tecnologias sobre o ato de ler e, principalmente, sobre livros, jornais e revistas, que são os veículos mais comuns deste segmento.

INOVA apresenta uma outra perspectiva do futuro do impresso: Mag+


De tempos em tempos, empresas de tecnologia lançam vídeos conceituais sobre o que nos espera no futuro. Lousas digitais sensíveis ao toque, carros que dispensam o uso de gasolina e o próprio motorista e televisores de alta qualidade, finas e dobráveis são alguns dos produtos identificados por ‘futurólogos’. No segmento da leitura, há a velha discussão do fim ou não do papel.

No vídeo abaixo, desenvolvido por um grupo sueco de mídia, já existe uma outra perspectiva do futuro de revistas e jornais: Mag+. A intenção é transformar a leitura digital em algo popular e atrativo.


Mag+ from Bonnier on Vimeo.

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Lembram-se quando eu falei sobre a convergência entre o Design Gráfico e o Motion Design? Pois é...






domingo, 12 de setembro de 2010

Série Especial - INOVA (03): LinkedIn

Dentre as inovações mais recentes (e cuja lista aumenta a cada dia) quero destacar hoje as redes sociais e, dentre elas, aquela dedicada a profissionais dos mais variados segmentos. O que parecia algo de pouca capilaridade, por seu caráter "sério", é visto e compreendido hoje como algo de grande importância no mercado profissional.

INOVA apresenta: entrevista com Arvind Rajan, vice-presidente de operações internacionais do LinkedIn.

O LinkedIn, maior rede social exclusiva para profissionais do mundo, caiu na graça dos jovens e hoje é referência entre os recém-formados que buscam oportunidades de dar início à carreira. Com mais de 65 milhões de integrantes – cerca de 1 milhão no Brasil – , o site, cuja sede fica em Mountain View, uma das mais importantes cidades do Vale do Silício, na Califórnia, segue sua expansão internacional e inicia de maneira cautelosa as operações no país.

Arvind Rajan, vice-presidente de operações internacionais do LinkedIn, esteve em São Paulo para explicar como será a atuação do site americano em solo brasileiro. A equipe de Rajan, sediada nos Estados Unidos, foi responsável por adaptar o site para o português.

O executivo afirmou que não há previsão para a abertura de um escritório local, mas adiantou que o país tem uma importância significantiva no planejamento de expansão internacional da companhia.

O público-alvo do LinkedIn é abrangente e engloba profissionais de todas as áreas. Segundo Rajan, a média de idade dos usuários é 44 anos, embora tenha se percebido um considerável aumento de pessoas ainda em começo de carreira no site. Para o executivo, os jovens têm apostado na rede social e utilizado suas ferramentas para fazer seus primeiros contatos profissionais.

Na entrevista a seguir, Rajan conta alguns detalhes sobre a estratégia do LinkedIn no Brasil.

Quantos membros brasileiros há no LinkedIn? Por que investir na localização do site para o português?
Temos quase 1 milhão de usuários no Brasil. Uma das razões pelas quais decidimos entrar no mercado é por que percebemos uma movimentação de usuários brasileiros no site. Havia uma relação de compromisso entre esses membros, que participavam de cerca de 8.000 grupos dentro da rede.

Esse público é interessante para o LinkedIn e foi então que pensamos em ter uma versão do site em português. O Brasil é hoje um importante país no cenário econômico global e sabemos que muitas empresas em todo o mundo querem negociar com companhias brasileiras.

Qual o público-alvo do LinkedIn no Brasil e no mundo?
Nosso público alvo são profissionais de todas as áreas e em todos os continentes. Há no mundo cerca de 500 milhões de profissionais e 65 milhões estão no LinkedIn. A média de idade entre nossos membros é de 44 anos, o que leva a crer que nossa base é formada por profissionais experientes, alguns de nível sênior.

Percebemos também um crescimento no número de pessoas que estão começando a carreira. Para esse público, o LinkedIn é uma opção na hora de gerenciar a vida profissional por um longo período.

Como o LinkedIn mudou a forma das pessoas procurarem emprego?
O site mudou tanto a maneira como as pessoas procuram emprego como também a forma pela qual as empresas encontram talentos. Isso mostra que as mudanças ocorreram em ambos os lados. Para as companhias estão à disposição 65 milhões de profissionais em todo o mundo. Já os usuários podem buscar oportunidades em cerca de 500.000 companhias brasileiras e estrangeiras que possuem perfil na rede. Nesses grupos estão funcionários de grandes empresas, que podem ser adicionados à rede de contatos facilmente.

Qual a base de usuários pagos do LinkedIn?
A maior parte dos nossos usuários utilizam a versão gratuita do LinkedIn. Os serviços pagos que oferecemos são voltados para um pequeno grupo segmentado formado por jornalistas, investidores e empresas de recrutamento. A base de usuários pagos é pequena e específica. Nossa receita vem da publicidade, de soluções de mercado e, em menor proporção, dos planos de assinatura.

O LinkedIn pretende abrir um escritório no Brasil?
Estamos há pouco tempo no Brasil e ainda precisamos aprender bastante sobre o mercado e sobre as carências desse segmento nos próximos meses.

Caso um escritório seja aberto no país, vocês pretendem contratar algum profissional brasileiro?
Primeiro vamos analisar o desenvolvimento do mercado e só depois decidir se vamos precisar contratar alguém no Brasil. É importante dizer que temos brasileiros no LinkedIn e que um dos nossos mais importantes engenheiros é do Rio de Janeiro. Já existem muitas pessoas na equipe que falam português, por conta do projeto de tradução do site.

Quanto tempo foi gasto na tradução do site para o português?
O trabalho ocorreu durante todo o ano de 2009. Tivemos o cuidado de analisar o conteúdo, no intuito de que todas as áreas fossem traduzidas para o português brasileiro, já que tínhamos de ter a certeza de que a nossa infraestrutura atenderia os membros do país.

O LinkedIn possui parceria com alguma agência de recrutamento brasileira?
Como mencionei há pouco, o LinkedIn possui três linhas de negócio: assinaturas, publicidade e soluções de mercado. Nos EUA, metade das maiores companhias do país procura candidatos no site e por isso oferecemos serviços personalizados a elas. Ainda não temos qualquer parceria do tipo no Brasil, mas estamos abertos para fazer negócios no país. Esse será um dos nossos focos por aqui.

Quando os usuários brasileiros terão acesso aos planos de assinatura do LinkedIn em moeda local?
Esse é um projeto no qual estamos trabalhando neste momento e que deve ser implementado em breve. Infelizmente hoje os usuários brasileiros só podem assinar e pagar nossos planos em dólares americanos, por meio de cartão de crédito internacional.

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Pensem a respeito, designers. Uma rede social, com contornos profissionais, talvez educacionais também, voltadas para a nossa área. Gostaram? Então...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Série Especial - O Mundo do Futuro, hoje (15): Inovação & o Sexto Sentido

Uma das coisas que mais prezamos aqui na redação é a geração de inovações. O vídeo abaixo, extraído do evento "TeD" é uma excelente oportunidade de vermos que tais práticas se espalham pelo mundo e usam a Internet como canal principal de disseminação e estímulo para as mudanças.

Escolha a legenda em português na opção "subtitle" abaixo da janela do vídeo e divirta-se!


terça-feira, 13 de abril de 2010

Narrativa Transmídia & Edital de projetos para rádio

Pegando carona nas minhas ideias de edutenimento (não me sinto à vontade ainda com o seu termo "sucessor", serious games), aproveito para apresentar a vocês essas duas matérias que com certeza já impactam e vão impactar ainda mais nos próximos anos. A primeira fala da narrativa transmídia e a segunda sobre um novo alento para os programas de rádio brasileiros. Apreciem sem moderação!


Narrativa Transmídia
O vídeo abaixo é o do excelente programa "Espaço Aberto - Ciência & Tecnologia" da Globo News, do qual sou fã confesso.




A Nova Era do Rádio
Uma das mídias que está sendo "reinventada para melhor", graças à interferência da Internet, é o rádio. Desde petiz eu tenho um apreço, um carinho muito especial, principalmente depois que tive contato com as rádio-novelas "do antanho", que muito me encantaram pela criatividade e talento de seus integrantes. O Sombra, Anjo e Falcão Negro, dentre outras, foram as que mais gostei.

O texto a seguir é um bálsamo para os entusiastas e inovadores e penso que trará ótimos resultados, principalmente se tiver continuidade por parte governamental, que tem dentre outras funções (parcamente cumpridas) a de fomentador da cultura.

Propostas criativas para o rádio ganham espaço na programação
A proposta, inédita, é selecionar 40 programas radiofônicos em quatro diferentes categorias: rádio-documentário, rádio-dramaturgia, programas infanto-juvenis e rádio-arte ou experimentações sonoras. Os autores dos melhores projetos receberão R$ 20 mil para produzir o conteúdo que deverá ter seis horas de duração.

A programação será veiculada nas emissoras públicas do país. Este é o teor do edital do Prêmio Roquette-Pinto I Concurso de Fomento à Produção de Programas Radiofônicos, que foi lançado, oficialmente, no dia 5 de abril, na Rádio Nacional, no Rio de Janeiro, pela Associação das Rádios Públicas do Brasil (Arpub).

Poderão participar do concurso rádios públicas, educativas, culturais, comunitárias e universitárias, devidamente registradas junto ao Ministério das Comunicações, bem como entidades culturais sem fins lucrativos, produtoras independentes e instituições de ensino públicas e privadas.

Segundo o secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura (Minc), Silvio Da-Rin, o edital se insere no âmbito do Programa de Estímulo ao Rádio Brasileiro – Rádio Brasil, lançado no final do ano passado pelo Minc.

O programa pretende contribuir para o desenvolvimento das emissoras públicas de radiodifusão sonora e de rádio em plataformas digitais. “É um programa que tem duas vertentes: o fomento à criação e difusão radiofônica, além da capacitação de radialistas e recuperação da memória do rádio brasileiro”, destacou Orlando Guilhon, presidente da Arpub.

De acordo com Guilhon, o projeto visa a sair um pouco da concentração do eixo Rio-São Paulo. Estamos incentivando que produtores independentes, cursos de comunicação, rádios comunitárias e públicas do Brasil inteiro possam participar e disputar esse concurso”, frisou.

Os interessados têm até o dia 14 de maio para confirmar participação. Para acessar o edital, clique aqui.

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Bem, como já produzo meus videocasts em machinima, que a partir deste mês terão redundância como podcasts, penso que posso contribuir de alguma forma, participando desse concurso. E então, designers, mais alguém se habilita? E quanto à narrativa transmídia, se animaram a dar tratos à bola e inventar alguma coisa inovadora? Cartas para a redação!

domingo, 6 de setembro de 2009

Inovação Multimídia - parte seis: Desafios para o Jornalismo do século 21

Retornando ao assunto, os jornalistas são uma das classes profissionais que vem sofrendo grandes mudanças com a disseminação das novas tecnologias da informação e comunicação. E a boa (ou má notícia, dependendo do SEU ponto de vista) é que essa mudança vai continuar.

Organizado pela Washington State University, o Virtual Journalism Summit veio confirmar o interesse crescente pela produção de conteúdos jornalísticos em Mundos Virtuais, principalmente no Second Life, conforme pode ser visto neste vídeo. Outra entidade que reforçou esta afirmação foi a American University, no Cairo, que produziu um curto documentário sobre Jornalismo no Second Life.

No documentário, foi dada a oportunidade a oito bloggers de política do Egito de entrevistar James K. Glassman, um dos chefes da diplomacia americana nos tempos do lamentável Bush. Esta experiência permitiu colocar em contato pessoas localizadas fisicamente em diferentes locais do planeta, numa conversa em tempo-real. De acordo com Rita J. King, ex-jornalista e atual diretora criativa da Dancing Ink, responsável pelo projeto e execução do espaço virtual da conferência e que também ajudou a criar o documentário, "As teleconferências são monótonas e fazem as pessoas dormirem, além de serem muito caras".

Ela destacou também que o mais importante é que a experiência de interação em espaços tridimensionais é muito mais rica, tanto de sensações quanto psicologicamente. Neurologicamente, as pessoas sentem que partilhando uma experiência se o seu cérebro perceber que estão num espaço partilhado. Além disso, ela percebeu que as pessoas parecem ser muito mais sinceras nas entrevistas conduzidas virtualmente, do que ao telefone ou pessoalmente.

Com isso, os mundos virtuais, que agora estão em fase de maturidade, atraem cada vez mais profissionais do jornalismo para o exercício da profissão. Aqui no Brasil, para variar, isso ainda é assunto alienígena, mas pelo menos os meus alunos de Design e de Jogos Digitais são informados, todas as semanas, da potencialidade destes ambientes e das presentes e futuras oportunidades profissionais que por lá aparecerão. Quem quiser ver, aproveitará.


SEM LIMITES PARA ENSINAR / MOYA - ESCOLA DE AVENTURA

CRIATIVO E INQUIETO (uma combinação muito interessante...) Quando eu me mudei do Rio de Janeiro para Brasília, em 2016 , imaginava ...